domingo, 4 de setembro de 2016

::: Primeiras Frustações Maternas :::

Dizem que ser mãe é sempre sentir culpa... pois bem: já me sinto assim...


Bem, depois da emoção do parto, de conhecer os gêmeos, é hora de encarar a realidade e vivenciar a nova situação de sua vida. VOCÊ É MÃE. Apesar de a princípio o cargo não ser "pesado", o novo título carrega certas expectativas que você teoricamente tem que corresponder. Bem, dentro dos meus planos maternos, tinha planejado como tudo seria. Nem tudo foi como pensei e/ou planejei. Fiquei e estou frustada com algumas coisas que vou enumerar na medida do possível.

1- AMAMENTAR NÃO É FÁCIL, É DOLORIDO E JOÃO NÃO PEGOU O PEITO

No curso da UNIMED a doutora havia comentado sobre, mas pensei: ah, na hora tudo se resolve. O colostro, teoricamente, é o suficiente para a criança ao nascer. No meu caso: LEDO ENGANO! Letícia mamou durante uns 40 min na sala de observação, regaçou meu seio, machucou, não encheu sua barriga (isso que me frustou: mamar tanto e sofrer de fome ainda!) e João nem pegar pegou.

Está em vigor a conscientização sobre a amamentação e virou moda amamentar no peito. Isso é ótimo, mas como todo modismo, o povo cria uma idéia que você é obrigada a dar o peito, senão mãe boa você não é. Sabe o que é as pessoas virem te perguntar: você dá o peito? E você ter que se explicar que o João não pegou e a Letícia não se sustenta? A pessoa te olha com cara de paisagem... dá vontade de falar logo de vez: não dou de ruim, porque não quero. Talvez seria mais fácil.

2- A FOME INFELIZ DOS GÊMEOS NO HOSPITAL

Para incentivarem os nenéns a pegarem o peito, a pediatra receitou apenas 10ml de fórmula de 3 em 3 horas. A primeira noite eu dormi das 5h às 6h da manhã. Os nenéns não paravam de chorar de fome e frio. Na manhã seguinte, pedi para meu pai trazer escondido um leite para dar para os nenéns e dito e certo: dormiram muito!

Por que deixar os bebês com fome? Isso me frustou muito.

3- O PSEUDO-RESSECAMENTO DO JOÃO

Tudo estava bem no quesito alimentação, até eu e minha mãe notarmos que o João fazia força para evacuar e que o cocô estava bem durinho. Depois de 2 dias, nada de cocô. Fomos aos PA da Femina e a pediatra que nos atendeu falou que era normal, não ideal, mas normal e receitou trocar a fórmula. Estávamos com o Aptamil Premium 1 e fomos para o NAN Confor 1 com o João. Enquanto isso Letícia se deliciava com o Aptamil e cagava horrores e mole, certinho para recém-nascidos.

Pensar na força que ele fazia para cagar me recordava todo meu sofrimento com meu ressecamento e hemorróidas e isso partia meu coração. Por que passar por isso tão pequeno?

4- FRIO DEMASIADO QUE SENTIAM

Tivemos que por, no mínimo, 1 semana dormir sem ar e ventilador. Suávamos horrores, mas as crianças sofriam demais de frio. Como podiam sentir tanto frio? Qualquer coisa gelavam as mãos, davam soluços. Cuidar dos gêmeos era como pisar em ovos. Era um sentimento muito ruim: qualquer coisa parecia prejudicá-los.

Não havia me preparado para esse frio: poucas eram as roupas com manga e pézinho. Eram, em suma maioria, manga curta ou regata. Nasceriam em agosto, mês mais seco e quente do ano. Por que pensar em frio? Mas não contava com essa necessidade dos gêmeos.

Em setembro outra surpresa: o maior frio do ano, 12°C! Vestimos roupas por cima de roupas nos bebês e os embrulhamos em cobertas. Que raiva de não saber, de não me planejar. Nossa, onde que imaginaria toda essa situação. Será que ainda usarei as demais roupas Ps? O que mais nos espera de imprevisto? 

Estávamos no quarto deles e tivemos que nos readaptar: voltamos para o nosso, eles dormindo na cama comigo e Marcio no chão; deu certo a princípio, mas tivemos que nos reorganizar novamente, pois as noites não rendiam. Nessa entra o 5º itém.

5- DIVISÃO DE TAREFAS/ FILHOS

Não tivemos outra alternativa: dividimos a responsabilidade de cada filho. Marcio se responsabilizou pela Letícia e eu, pelo João. Não dormiámos a noite: os gêmeos alternavam as horas de sono. Você fazia um dormir, o outro acordava. Estava insustentável.

Quando Letícia chorava, Marcio saía com ela para a sala e fazia dormir lá e eu dormia com o João. Quando João acordava, eu cuidava dele e Marcio dormia, se estivesse dormindo. A qualidade da noite melhorou 50%. Por outro lado me pergunto: não estou relegando a Letícia? Dando mais atenção ao João?

As noites que tento abraçar o mundo são as piores noites. Infelizmente sou imperfeita e não consigo dar conta de tudo. Na medida do possível tento compensar de outras maneiras, mas sempre isso fica martelando em minha mente.

6- MINHA DIETA

Praticamente não cumpri a dieta. Com 15 dias carreguei peso, usei salto sem saber que não podia, peguei frio, garoa... tudo com a desculpa: poxa, Elaine, você está tão bem que até esqueço que você está operada. Puxa vida, 2 bebês não são o suficiente para lembrar do parto? Quero até ver como será o após, porque dizem que mulher que quebra a dieta sempre tem problemas futuros. E sei que estou dentro dessa.

7- FALTA DE PACIÊNCIA

Jamais imaginei que não teria paciência para as birras e manhas dos gêmeos. Dos gêmeos, não. Em grande parte da Leticia. Nos meus mais lindos sonhos, imaginei ser a mãezona, cuidadosa, perfeita. Porém, não. Às vezes falo alto, deixo chorar um pouco para ver se perde a bardia... coisas que não deveria fazer. Principalmente a noite em que o cansaço domina e a paciência falta. De manhã choro ou guardo no coração o arrependimento de não ter tido mais compreensão. Minha cabeça dói o dia inteiro, meio que hajo por instinto, reflexo. Eu amo meus bebês, mas não imaginei que eu seria assim.

8- DOR DAS PALAVRAS OUVIDAS DE OUTREM

A dor de cabeça acima não é nada perto da incompreensão alheia. As noites mal dormidas, o desgaste de tentar ser perfeita para 2 bebês, não ter tempo para cuidar de si e ainda ouvir: você só pensa em você; você tem que dar conta; os nenéns precisam de você (como se você não fizesse nada por eles). Se no desespero você solta uma abobrinha, os olhares tortos, as correções são imediatas. Mas em nenhum momento escuto: "Está tudo bem, Elaine? Como você se sente?" Realmente, às vezes penso em doá-los para quem realmente cuide deles, porque todos os dias me vejo incapaz de levar essa vida. Ao mesmo tempo meu coração se enche de amor e felicidade ao vê-los sorrindo e desenvolvendo tão bem.

9- REFLUXO E CÓLICAS DO JOÃO

É desesperador ver o João Paulo vomitando. É uma cachoeira que sai pela boca e pelo nariz. Raras vezes até se afoga. É angustiante vê-lo pequeno, sofrer com isso. Após os refluxos, ele fica mole, amarelinho e dorme. Muito triste, desestimulante. Falando a pediatra, ela recomendou dar o leite fracionado, parar para arrotar e voltar a mamar. Tem dado certo, mas de vez em quando sai um pouco.

Tinha aparecido algumas cólicas, mas nada sério. A doutora receitou Luftal e estava dando certo, até aumentar ainda mais as cólicas. Era triste ver como se torcia por nada: não peidava, não cagava e ficava pelo menos uma hora nessa. Pelo whats, ela recomendou trocar o leite pelo NAN SL. Sessenta reais a lata de 400g. No primeiro dia, aparentemente melhorou. Defecou 3x no dia e sendo o último mole, os arrotos estão mais fáceis de sair e os puns também. Estamos na expectativa de continuar nessa melhora.

Enfim, creio que seja só. Não quero desestimular ninguém. Só desabafar e deixar registrado esse momento da minha vida para num futuro olhar para trás e pensar: VENCEMOS!

::: O Grande Dia - 16/08 :::

Muita ansiedade para ver as carinhas de nossos bebezinhos...


Não aguentávamos mais: sentia muita indisposição, dores no pé da barriga, já não andava mais, ir na minha mãe era um grande sacrifício... já era hora de ver nossos bebezinhos. Marcio não se aguentava mais: por ele, teria nascido uma semana antes. Eu também. Mas sempre tinha aquela dúvida: melhor um sacrifício meu para os nenéns nascerem bem do que eu me poupar e eu não voltar com eles de minha alta.

Dia 16 acordei cedo. Fiquei corujando a casa, afinal desde às 6:00h não poderia mais comer nada. O parto estava marcado para às 14:00h, mas deveria dar entrada às 12:00h. Confirmei com a fotógrafa, estava tudo ok. Entrei em contato com Hilva combinando o horário. Tudo estava dentro dos conformes.

Às 10:00h comecei a me arrumar e a organizar os últimos detalhes. 11:00h fomos para a Femina, já que deveríamos ir devagar e até achar vaga, andar seria o horário. Dito e certo: quando fomos dar entrada era 12:00h.


Hilva me acompanhou no Centro Cirúrgico porque Marcio disse não estar preparado para ver um parto. Meio a contra gosto deixei, porque já pensou se ele desmaia lá? Então convidei Hilva, que topou na hora.

Às 13:00h chegou a Natália, moça da Ponce Fotografia, para começar as tiradas de foto. Às 13:30h nos chamaram para o Centro Cirúrgico. O parto realmente foi começar por volta das 14:20h porque um pediatra havia atrasado. A anestesia teve que ser aplicada 2x, pois a primeira não pegou. Deu uma ansiedade, mas nada grandiosa. Estava relativamente calma.

O primeiro a nascer foi João. Nasceu quieto, só soube porque a doutora falou. Não me trouxeram-no, o que me deixou preocupada. Mas logo a doutora Simone me acalmou dizendo que ele estava bem.


Logo depois veio a escandalosa Letícia. A doutora mal fala e escuto os gritos dela. Essa mostrou para que veio. Logo me trouxeram-na, toda roxa de gritar. Inesquecível aquele momento. Nem parecia que tinha saído de mim.


Depois de tudo checado, avaliado, me trouxeram os dois para eu ver... realmente, não existe palavras para esse momento.



No momento do nacimento estava chovendo, coisa que raramente acontece em agosto. Estava havendo as Olimpíadas: a seleção de futebol feminina acabava de perder (o resultado saiu quando ainda estavam terminando de me operar), mas ganhamos medalhas em outras categorias.

Fui para a observação e teria que ficar lá até a anestesia passar. Durante esse período, ouvi um choro muito grande de neném. Pensei: "Numa maternidade, não deve ser meus bebês". De repente chega as enfermeiras: "Mãe, sua menina não para de sentir fome". Colocaram-na no meu peito. Ficou 40 min sugando colostro e não saciava. O menino nem pegou o seio. Logo as enfermeiras disseram que ele deveria receber fórmula, já que dificilmente pegaria o peito.

Estava bem às 18:30h. Entretanto era o horário da troca de turno. Fui sair da observação às 19:30h para o apartamento, juntamente com os nenéns. Minha felicidade estava completa, pois nenhum teve necessidade de UTI ou encubadora.

No apartamento estava uma festa só: minha família, família do Marcio, Helton e Alis, Neohan... todos nos aguardando. Meu pai já estava preocupado pela minha demora e já tinha imaginado isso mesmo. Mas no fim todos estavam felizes e encantados com os gêmeos.

Fim de um ciclo. E início de um outro muito mais longo e duradouro ao lado dos geminhos queridos João Paulo e Letícia Maria.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

::: Chá de Fralda Surpresa :::

Momento de muito carinho e felicidade. Sem palavras para descrever.


Dia 10, após a última consulta pré-natal, recebi a ligação da chefe do Marcio, a Quézia, me convidando para o Chá de Fralda que estariam fazendo para o Marcio. A minha ida seria mais uma surpresa para ele. Se realizaria às 16:00h.

Fiquei muito feliz. Me arrumei e fui para lá. Decoraram o ambiente com balões rosas e azuis. Fizeram cachorro quente, teve suco, refri... nossa, e muitas, muitas fraldas. Fiquei totalmente surpresa.

Me esconderam atrás de umas mulheres. Marcio foi assistir a ginástica masculina enquanto organizaram tudo na sala. Quando chegou, gritaram: "Surpresa!". Ficou extremamente sem reação e quando abriram alas, surge eu! Mais surpreso ainda ficou!

Ele ficou até meio sem palavras... agradeceu a todos por proporcionarem aquele momento de carinho, falou que gosta de todos, é que ele que estava muito estressado (agora imagino o que ele não tenha feito e falado lá hein kkkkkkkkkkk), ansioso pela chegada dos bebês.


As mulheres de lá me falaram que ele não parava de falar dos gêmeos, que quer que nascem logo. Coisa que ele nem comenta aqui... acho que para não me encher a cabeça... e, enquanto isso, enche a deles kkkkkkkkkk

Toda essa festa me fez pensar no carinho dessas pessoas, como o pessoal da Legião de Maria e da PJC. Não que as demais não nos ame, mas essas nos amaram ao ponto de organizar uma festa para os gêmeos. Gratidão ainda é pouco para expressar tudo que sentimos.

Com toda certeza esses gêmeos serão muito amados! 


 Mascotes do RH















 As fraldas ganhadas

::: Últimos Exames :::

Realização dos últimos exames para o parto.


Na 35ª semana, fizemos a ultrassom perfil biofetal para observar os movimentos, os corações e se eu tinha contrações. Graças a Deus tudo estava dentro dos conformes, inclusive não foi detectado a extra-sístole que havia no coração do João.

Estava muito aflita. Todas as mães de gemêos, a partir da 32ª semana pode dar a luz aos bebês. Parece que eu deveria sempre estar preparada. A doutora me falou que ela acreditava que eu levaria até as 38ª semana, mas eu não.

Na 36ª semana fiz outra perfil, por conta do dia 29 (vide o post anterior) e uma obstétrica com doppler. Tudo dentro dos conformes também. Fizemos a Obstétrica na CEDIC porque a atendente de então, na Fetal Care, não achou vaga para mim. Lá João estava com 2,5kg e Letícia 2,6kg. o Dr. Fernando super elogiou os nenéns, minha situação e saímos bem animados de lá. 


Na 37ª semana, fizemos a Cardiotocografia para ver novamente os corações e os pesinhos deles. Para minha surpresa, João estava em déficit com 2,3kg e Letícia com 2,7kg. A doutora disse que é  normal, mas há chances de ir para incubadora. Assumo que ainda fico aflita, porque queria João e Maria comigo no quarto, não quero ficar com um só. E o João reapareceu a extra-sístole. Nossa, Joãozinho não está de brincadeira!

Marcamos o parto para o dia 16/08, às 14h. Estamos ansiosos para ver as carinhas redondas, essas testinhas gordas que aparecem na tela da ultrassom. A família aguarda ansiosa pelos gêmeos mais esperados do ano. Todos vos amam do fundo do coração.

domingo, 31 de julho de 2016

::: 1º Susto dos Gêmeos :::

Sexta-feira, 29/07 - 9 anos juntos, data também que eu e Marcionílio noivamos e a data que os gêmeos quiseram aparecer!


Sexta-feira. Dia de pagamento. O governador atrasou o horário de pagar meu salário, mas, graças a Deus, o do Marcio já estava na conta.

Fiquei em casa pela manhã. Às 9h da manhã fui comer 1/4 de uma melancia que estava na geladeira. Coloquei num prato e me sentei na mesa para comer. Ficava no whats conversando com minha mãe e irmã (que estavam em Denise) e comia a melancia. Em um dado momento, fui tirar um pedaço com a colher e o pedaço voou e caiu no chão. Até brinquei com minha mãe e irmã: "quem vem pegar para mim, porque não posso abaixar e estou sozinha?". Olhei aquele pedaço e pensei nas formigas que juntariam ali e decidi limpar. Peguei um pano da pia e agachei bem de cócoras e limpei rapidinho o pedaço e o rastro que ficou.

Nem passado 15min notei que minha barriga abaixou. Porém não tinha associado as situações. Fiquei um pouco preocupada por conta de minha mãe estar em Denise. Pesquisei na internet e em todos os sites diziam que pode demorar dias até o neném nascer. Então relaxei e continuei meu dia.

A tarde fui a Dora pintar unha, fiz um corte de cabelo e sobrancelhas. Ia fazer mais coisas, mas optei por voltar para casa porque me sentia muito pesada. Fiquei em casa.

Marcio chegou por volta das 18:30h e, como havíamos combinado, iríamos a uma hamburgueria chamada Habañero, no Centro de Cuiabá. Como já estava aberta e já estávamos cansados, fomos as 19h. Muito bom o lanche, ambiente agradável, mas as cadeiras eram de última. Vários estabelecimentos tem dessas cadeiras de madeira, mas elas acabam com nossa coluna. Como essa abaixo:



Saímos de lá e eu estava até travada por conta da cadeira. Entrando no carro, já comecei a sentir dores: a barriga inteira endureceu e doía fundo, a lombar também e o pé da barriga. Pensei se tratar de postura, entretanto a dor foi aumentando mais e mais. No caminho Marcio sugeriu que fôssemos a Femina, mas queria chegar em casa. Já estávamos próximos do hospital, mas eu queria ir para casa.

Chegando lá a dor não melhorou nada. Eu estava péssima. Só podia ser a tal da contração. Os nervos do rosto doíam junto com a barriga. Em casa quis me certificar que não havia sangramento. Menos mal, não havia. Mas estava mais úmida e pensei: será que é o líquido amniótico? Mandei um whats para minha doutora que na hora me recomendou ir ao PA da Femina para ter uma avaliação. A dor dava pouca trégua. E quando vinha era intensa.

Colocamos tudo dentro do carro: mala de maternidade, porta maternidade, minha mala de roupa porque fiquei com medo de, caso acontecesse o nascimento, Marcio não fosse pegar. Chegando lá, a dor atenuou. Só a lombar e a pélvis doía, mas a contração deu trégua. Fomos atendidos pelo dr. Mateus Medeiros, um velho conhecido meu, que cheguei a começar o tratamento para engravidar, na Clínica Intro. Comentei sobre ele nos posts sobre o tratamento.

Me tratou super bem, me deu toda a atenção e me avaliou. Minha pressão estava 12/7, meus pulmões estavam ótimos, os batimentos dos nenéns também e não observou contração. No Toque, notou que o colo do útero estava fechado, mas amolecido, ou seja, se eu continuasse a ter as contrações, em horas eu poderia ter os gêmeos. Perguntou para quando que era os nenéns e eu disse que a doutora não tinha marcado porque achava que eu seguraria 37, 38 semanas. Ele me passou Buscopan na veia e um remédio para retardar nascimento.

Chegamos lá por volta das 20h e saímos às 23h. Saí até mole. Esses remédios abaixam minha pressão e glicemia. Quase desmaiei em casa, mas me controlei: tomei água e comi umas rosquinhas Mabel. Após isso, fui dormir.

Não foi dessa vez que os gêmeos vieram. Será quando, então? Muito ansiosa por esse momento! Mas prometo não fazer mais peripécia! 

::: Lembrança de Maternidade :::

Uma mulher prevenida vale por duas!


Eu sou uma pessoa muito previdente e aproveito as oportunidades boas.

Quando engravidei, no segundo mês, descobri uma mulher que vendia um carrinho de gêmeos. Comprei. Um novo era R$1.200,00. Esse usado-novo R$400,00. Todos criticaram: mas já? Tão cedo? Gente, olha o preço! Dito e certo! Não vi algo parecido, a cor é marrom e bege (neutro). Mandei lavar na lavanderia na 32ª semana por R$150,00 reais e está impecável. Olha o lucro!

A lembrancinha de maternidade também comprei. Não me recordo, porém vou jogar no sexto mês. O povo: mas está muito cedo! Entenda: agora estou na 35ª semana e não preciso mais me preocupar com isso. Me preocupo com outras coisas!

Em tudo no que se refere a lembrança, sempre tenho 2 critérios que sigo religiosamente:
1- Fugir do padrão: nada contra quem faz, mas sempre são as mesmas coisas: latinha com balinha, mamaderinha com balinha, imã de geladeira (apesar de amar esse e até em pesquisar... só não comprei porque era muito caro!);
2- Utilidade: qual é o nível de utilidade dessas embalagens? Por exemplo: andei nessas lojas de festa e se fosse comprar, tipo as mamadeiras de plástico para preencher com as coisas que quisessem era em torno de R$0,89 centavos. Por que não comprar algo barato, mas que fosse aproveitado tudo?

Entrei no Mercado Livre e vi as opções de lembrancinhas a venda. De repente me deparei com as cadernetas com canetas personalizadas. Pronto! Decidido! 100 cadernetas e 100 canetas por R$250,00. R$2,50 cada lembrancinha! Achei um máximo!

Depois a mãe me deu a idéia de dar bombons. Pensou em Cacau Show, mas em época de guerra, urubu é frango: vai Sonho de Valsa mesmo! Muito caro os bombons.

Seguindo o BabyCenter, li um post deles dando dicas para lembrancinhas de maternidade e para minha surpresa, entre as 18 opções, a minha estava! Tinha ficado ressabiada após a compra: "Será que isso é uma lembrança?", porém é usado sim a caderneta.

E, diga-se de passagem, ficou lindo! Do jeito que imaginei. Amei. O resultado não poderia ser melhor. Organizei numa caixa que ganhei de aniversário da Mariana e está pronto para o dia da estréia dos gêmeos.


::: Estoque de Fraldas :::

Fazendo um mini estoque para se preparar!


Olá pessoal! Como vocês perceberam ao longo dos posts, os bebês ganharam muitas fraldas, como presentes aleatórios e no chá de bebê.

Como diz muitas mães, outra coisa que pesa também, que é essencial e que muitas mães relegam para última hora são os lenços umedecidos. Também vou comprando, um ou 2 por mês, para não pesar tanto no início.

Essa foto é do meu estoque atual de fraldas e lenços.



É bastante, mas não tudo. Até porque de acordo com a necessidade vamos adquirindo. Mas já dá uma boa diferença, pois como as mães dizem: quando o neném nasce, você acaba tendo que comprar bastante coisa que faltou você comprar durante a gravidez.