domingo, 4 de setembro de 2016

::: O Grande Dia - 16/08 :::

Muita ansiedade para ver as carinhas de nossos bebezinhos...


Não aguentávamos mais: sentia muita indisposição, dores no pé da barriga, já não andava mais, ir na minha mãe era um grande sacrifício... já era hora de ver nossos bebezinhos. Marcio não se aguentava mais: por ele, teria nascido uma semana antes. Eu também. Mas sempre tinha aquela dúvida: melhor um sacrifício meu para os nenéns nascerem bem do que eu me poupar e eu não voltar com eles de minha alta.

Dia 16 acordei cedo. Fiquei corujando a casa, afinal desde às 6:00h não poderia mais comer nada. O parto estava marcado para às 14:00h, mas deveria dar entrada às 12:00h. Confirmei com a fotógrafa, estava tudo ok. Entrei em contato com Hilva combinando o horário. Tudo estava dentro dos conformes.

Às 10:00h comecei a me arrumar e a organizar os últimos detalhes. 11:00h fomos para a Femina, já que deveríamos ir devagar e até achar vaga, andar seria o horário. Dito e certo: quando fomos dar entrada era 12:00h.


Hilva me acompanhou no Centro Cirúrgico porque Marcio disse não estar preparado para ver um parto. Meio a contra gosto deixei, porque já pensou se ele desmaia lá? Então convidei Hilva, que topou na hora.

Às 13:00h chegou a Natália, moça da Ponce Fotografia, para começar as tiradas de foto. Às 13:30h nos chamaram para o Centro Cirúrgico. O parto realmente foi começar por volta das 14:20h porque um pediatra havia atrasado. A anestesia teve que ser aplicada 2x, pois a primeira não pegou. Deu uma ansiedade, mas nada grandiosa. Estava relativamente calma.

O primeiro a nascer foi João. Nasceu quieto, só soube porque a doutora falou. Não me trouxeram-no, o que me deixou preocupada. Mas logo a doutora Simone me acalmou dizendo que ele estava bem.


Logo depois veio a escandalosa Letícia. A doutora mal fala e escuto os gritos dela. Essa mostrou para que veio. Logo me trouxeram-na, toda roxa de gritar. Inesquecível aquele momento. Nem parecia que tinha saído de mim.


Depois de tudo checado, avaliado, me trouxeram os dois para eu ver... realmente, não existe palavras para esse momento.



No momento do nacimento estava chovendo, coisa que raramente acontece em agosto. Estava havendo as Olimpíadas: a seleção de futebol feminina acabava de perder (o resultado saiu quando ainda estavam terminando de me operar), mas ganhamos medalhas em outras categorias.

Fui para a observação e teria que ficar lá até a anestesia passar. Durante esse período, ouvi um choro muito grande de neném. Pensei: "Numa maternidade, não deve ser meus bebês". De repente chega as enfermeiras: "Mãe, sua menina não para de sentir fome". Colocaram-na no meu peito. Ficou 40 min sugando colostro e não saciava. O menino nem pegou o seio. Logo as enfermeiras disseram que ele deveria receber fórmula, já que dificilmente pegaria o peito.

Estava bem às 18:30h. Entretanto era o horário da troca de turno. Fui sair da observação às 19:30h para o apartamento, juntamente com os nenéns. Minha felicidade estava completa, pois nenhum teve necessidade de UTI ou encubadora.

No apartamento estava uma festa só: minha família, família do Marcio, Helton e Alis, Neohan... todos nos aguardando. Meu pai já estava preocupado pela minha demora e já tinha imaginado isso mesmo. Mas no fim todos estavam felizes e encantados com os gêmeos.

Fim de um ciclo. E início de um outro muito mais longo e duradouro ao lado dos geminhos queridos João Paulo e Letícia Maria.


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