domingo, 28 de setembro de 2014

::: Palavra Amiga :::

"(...) quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mt, 25, 27).

Setembro. Ano de 2014.

Como minha consulta está ainda marcada para dia 09/10, vou aproveitar esse momento para agradecer, como já venho fazendo em outros posts, o apoio e carinho dos meus amigos do face.
 
 
Além do tratamento biológico, estou também buscando apoio espiritual. Quero que esse Plano B seja o plano mais perfeito o possível. Como sei que nossos padres são compromissados, e eu também, optei por manter contato com meu pároco Padre Overland por mensagem. Havia comentado com  ele sobre como saber o que Deus quer de mim, se Ele quer que eu tenha filhos. Ele me deu algumas palavras de fé, mas como estava em um evento, não poderia dar muita atenção a mim; as pessoas o procuravam, nos interrompiam, então não nos aprofundamos. No dia 24, dia seguinte, mandei uma mensagem de celular para ele. Como achei lindo o apoio dele, decidi escrever:
 
Elaine: "E também quero te agradecer por suas palavras a mim. Uma hora marcarei de a gente sentar e conversar. Sabe, padre, minha preocupação é com a vontade de Deus. Não quero forçar um filho por capricho meu. Quero que seja a vontade de Deus. E não consigo distinguir o que Deus quer de mim. Estou rezando muito, estou buscando e vamos ver no que dará. Muito obrigada por suas palavras e atenção. Sua benção. E rezo todas as segundas por o senhor e nossos vigários!".
 
Pe, Overland: "Minha santa, santo Inácio de Loyola tem uma frase que vem a se aplicar a você: 'Faça como se tudo dependesse de você, sabendo que o resultado depende de Deus'. Ora, dentre as coisas moralmente lícitas que você puder fazer para alcançar a gravidez, faça. E depois de fazer o que está ao seu alcance, diga: 'Agora é contigo, Senhor. Espero agora em tuas mãos'. Entendeu? Você fez a sua parte. Se for da vontade do Senhor e QUANDO for da vontade do Senhor, a graça chegará. Rezarei por você. Quero batizar essa criança. Rsss".
 
Nada é a por acaso. E para vocês, amigos (as) leitores (as) que também estão no Plano B, ofereço essa mensagem de fé e esperança. Que, acima de tudo, seja feita a vontade de Deus. Que nossa luta obtenha a melhor vitória: um filho! Mas não um filho qualquer... O FILHO. O filho que será a diferença aonde ele conviver, o filho do amor, das realizações, da felicidade e, acima de tudo, o filho temente a Deus. Deixo um grande abraço. Espero escrever logo.

::: Por que Plano B... de Bebê? :::

Só para rimar ou tem o plano A?

Setembro. Ano de 2014.
 
Meu marido: "Mas que nome chato. Não bastava ser só Plano B?".
Elaine: "Eu acho perfeito. Porque plano B pode ser qualquer plano. Mas esse é de Bebê. Até porque blog com o nome Plano B já tem!".
 
Na verdade, achei uma sorte ninguém ter tido essa ideia e meu blog poder ter a página planobdebebe. Gostei muito da ideia do nome, porque além de falar sobre o que é o nome, ainda rimou.
 
 
 
Mas existia o plano A, Elaine?
Sim, existia e consegui executar.
 
O nome do blog surgiu a partir de uma inspiração, graças a minha amiga Sandrar Regina. Lembra-se que contei sobre a primeira tentativa para fazer a redução que não deu em nada? Essa amiga muito estimada por mim (apesar de não conhece-la pessoalmente) escreveu em meu face: "Não fique triste Elaine. Não deu certo isso, vá para o plano B, tenha seu filhinho e seja feliz". Ela sabia que queria ter um filho.
 
Como foi dito, fomos ao Plano B e não deu certo. Logo, o Plano A era a redução. Fiz. O Plano B é o projeto bebê que está sendo realizado, mas que ainda não obtive sucesso.
 
Aproveito esse espaço para agradecer as mensagens de carinho e apoio que estou recebendo e as torcidas e orações de vocês. Só Deus saberá retribuir todo o bem que vocês me fazem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

::: O Exame :::

Do inferno ao purgatório!

Setembro. Ano de 2014.

Ligue na CEDIC e marquei a ultrassom para segunda-feira. Que bom! Resolveria todos esses exames na segunda. Decidi tirar o sábado para passear, espairecer. Deus me presenteou com uma cunhada de ouro! Amo minha família demais, mas a família de meu marido também é um show a parte.

Na segunda acordei cedo (6:15h). Fui a CEDIC da Barão e fiz o exame de urina e sangue. O resultado sairia na terça-feira (23), às 17:00h. Sai de lá direto a ClinMed para fazer o tal do exame colposcopia. Quem me atendeu foi a doutora Karin Rubio. Não sei se é argentina, chilena... sei que daqui tenho certeza que não é. Não faz o tipo de doutora que gosto, apesar de me tratar bem. Não há diálogo. Só pergunta, resposta e um silêncio mortal. Expliquei o porquê estava lá, fez perguntas rotineiras e fomos ao exame. Perguntei se iria retirar um pedaço de tecido para biópsia e ela disse que só por segurança, porque não era nada grave. Menos mal. E me disse que não está feio, só está um pouco inchado, porém nada de preocupante. Disse que estou bem.

Bem, sai do inferno e voltei ao purgatório, ou estaca zero como vocês queira nomear minha situação.

Às 13:00h do mesmo dia fui a CEDIC fazer a ultrassom. Expliquei meu caso a doutora e começamos o exame. E para minha "surpresa" estava lá meus ovários cheios de carocinhos. Falei para ela: "Ainda tem cistos né doutora?" e ela: "Sim, ainda tem". De todo fiquei triste? Não, porque em minhas experiências com exames, eles estavam bem maiores e preenchidos de caroços. Dessa vez era como se tivesse envolto de caroços e não preenchido. Falei a ela: "Diminuiu né?" e ela: "Sim" (ela viu meu exame anterior). O resultado sairia na quinta-feira (25).


A questão agora é: levar os resultados e aguardar o tratamento que o médico passará a mim. Meu retorno está marcado para o dia 09/10.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

::: A Consulta :::

Do purgatório ao inferno...

Setembro. Ano de 2014.

Sim, você entendeu bem. Não é do céu ao inferno. O que eu vivo é um momento de purificação, só pode...

Fui a consulta com o doutor Alcir. Nossa, que doutor maravilhoso. Já tem uma idade mais avançada, experiência... era o que eu procurava. Um porto seguro, uma confiança.
 
Expliquei as duas situações do post passado ao médico. Com muita tranquilidade me ouviu, respondeu as minhas dúvidas, fez algumas perguntas e fomos ao preventivo (cara, os homens nunca saberão como é constrangedor esses tipos de exames... nem da próstata chega aos pés desses).
 
Na maca, ele notou algo diferente. Me falou de uma possibilidade de infecção no útero (esses lances de corrimento que qualquer mulher está propensa a ter), mas notou algo diferente. Já no consultório perguntou se o dr. Matheus Medeiros comentou algo sobre o meu colo do útero. Disse que não. Então veio o primeiro susto que realmente levei: como posso explicar?
 
 
Meu colo não está assim, mas para vocês entenderem, essa figura está perfeita. O colo do útero tem um tipo de células X. E mais ao fundo, no canal, existem células Y. As Xs acabam e começam bruscamente as Ys. O que ocorreu é que as Ys estão nas Xs. Mais ou menos como está nessa foto (apesar de essa foto ser de um câncer).
 
Entretanto o babado era esse: ele pediu um exame para fazer biópsia desse tecido, pois a questão é: se esse tecido ficar muitos anos nesse mesmo lugar "poderia" (como ele mesmo frisou as aspas com o dedo) se tornar um câncer. Mas era para eu ficar tranquila, porque não era o meu caso, pois senão o doutor anterior teria me comentado algo do gênero. Então me pediu exames de sangue para ver se tenho anemia, de urina e uma ultrassom transvaginal para ver meus ovários.
 
Na altura do campeonato, você acha que estava pensando em ovário? Na minha cabeça eu já tinha o câncer em estado terminal (sabem que mulher já vê o futuro que nem existe né?). Fiquei um bagaço a sexta-feira inteira no meu serviço. Eu chorei, tenho que assumir. Cheguei na casa dos meus pais, meio sem paciência. Antes de dar outra patada, contei o caso a minha mãe e meu pai. Nessas horas o apoio da família é fundamental! Minha mãe, que possivelmente teve a SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) (possivelmente porque ela nem tomava anticonceptivo e não engravidava e tinhas as regras irregulares!) me disse: "Vixe, Elaine, você é igual a mim. Começou os problemas de útero. Minha filha, você é nova. Não será nada!" e meu pai, já aflito (só que ele mostra a preocupação dele sendo "rude"): "Minha filha, ranca esse trem fora, vai ficar tratando esse trem doente pra quê?". kkkkkkkkkkkkkk e minha mãe complementou: "Se for algo grave, adota uma criança!" e meu pai concordou. Mas peraí: meu pai concordou? Ele que é contra adoção? Para você ver como os pais abrem até mão de certas crenças pelo bem dos filhos.
 
Sai dali animada. Em casa contei ao Marcio que me tranquilizou muito. Fizemos um acordo: caso até os 30 anos eu não engravide, iremos adotar uma criança.
 
O que me restava agora era aguardar o dia do exame, que estava marcado para a próxima segunda-feira e ver o que a doutora falaria sobre minha situação.

::: Dias Atuais :::

O que tem de novo na minha vida?

Julho/ Setembro. Ano de 2014.

A partir de agora falarei sobre os dias atuais. É claro que poderá haver reflexões, mas nada além do normal. Todos já estão por dentro de como começou essa vontade de ter um bebê. Então, no máximo, os colocarei a par de alguns detalhes que passaram batidos.

Bem. Agora meu nível de emagrecimento reduziu... 2kg por mês, mais ou menos. Voltei a pensar na possibilidade da gravidez. Outra coisa que quero deixar bem claro: no primeiro post escrevi luta com aspas por quê? Porque não faço o tipo da pessoa paranoica, que quer forçar Deus para alcançar as minhas vontades acima de tudo. Sou bem consciente: se não conseguir engravidar, eu adotarei uma criança; não temos problemas nem preconceito com essa atitude. Porém se tenho possibilidades de ter uma criança, por que não tentar?

Meu esposo falou: "E quando você vai retornar o tratamento para engravidar?". "Só daqui a um ano e meio, Marcio. Não posso engravidar nesse período". "Mas até você engravidar, vai ter dado o tempo". Pensei com muito carinho. Afinal, o que ele disse de errado? Se em dois anos não consegui, provavelmente também ainda não estaria tão fácil engravidar. O bebê 2014 já era. Talvez 2015. Nem 2014/2015 acredito mais. E tem mais: queria saber a situação dos meus ovários chatos, pois afinal 32kgs a menos não são 6.

Um detalhe: depois da cirurgia, eu menstruei e nunca mais desceu. Imagina minha aflição/ alegria. Mas a vida já me martelou bem nesse aspecto e já não crio expectativas em torno de atrasos. Porém sabe lá né? Em Junho fiz o Beta HCG e... NEGATIVO! Nossa, eu e o Beta já somos amiguinhos íntimos... de tantos que já fiz. Bem, dessa vez não chorei, não frustei, afinal estou em processo de emagrecimento, como já disse. Mas essa situação não poderia continuar: 5 meses sem nada não é normal no organismo da mulher. Então decidi ir a um ginecologista com dois objetivos: regularizar minha "situação" e ver o que pode ser feito para eu engravidar.



Fui na mesma clínica do dr. Fernando Silva, primo do meu marido, e marquei uma consulta com o dr. Alcir Barion. Entretanto você deve estar perguntando: "E o dr. Matheus Medeiros?"... pois é! Só tinha consulta para ele 20 dias depois. Tenho que assumir: não sou fã de médico vip, muito requisitado. De fato, quando o médico é muito requisitado é um bom sinal, mas tenho horror a espera. Liguei no tal consultório (ClinMed) e pedi para a atendente marcar com a dr. Dilma. Teria apenas para a outra semana. Fui bem sincera com ela: "Moça, vou te explicar. Não precisa ser médico vip. Quero só me consultar!". E a atendente gentilmente me disse que o doutor Alcir teria tempo para a mesma semana (liguei numa segunda e marcaram para uma quinta). PERFEITO! Agora vou cuidar de mim, ver o que tem de errado e tentar não desanimar. Vamos que vamos!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

::: Poema Enjoadinho :::

Vinícios de Moraes

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!



::: Retrospectiva :::

Quando que vou parar de escrever?

Setembro. Ano de 2014.

Já está ficando chato né pessoal? Aquele monte de texto sendo compartilhado no facebook, um monte de textos por dia... mas para que tudo isso?

Quis fazer uma retrospectiva para que quem esteja acompanhando saiba como começou a minha saga em busca de um filho. Sempre tem alguém que fala: "Mas já não está na hora de ter um filho?"; agora eu falarei: "Olha, leia o meu blog e você saberá o que está acontecendo" kkkkkkkk.

A grosso modo, minha história é essa. Tenho que escrever ainda sobre Julho/ Setembro para atualizar para os dias atuais. Mas como disse no primeiro post do meu blog, quero usar desse espaço como um "mural" de mensagens também para meu futuro filho (a), para que ele saiba pelo o que eu passei para tê-lo (não jogar na cara as dificuldades, mas mostrar que ele foi esperado e querido dentro dos nossos corações desde já).


Sei que ter filho não é fácil, dá muitíssimo trabalho; mas como dizia Vinícios de Moraes: 
"Filhos... filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?"

::: Pós-Cirúrgico e Consequências :::

Felicidade é uma arma quente... (The Beatles)


Abril/ Junho. Ano de 2014.


Bom gente, deu para ver que meu foco mudou um pouco desde a cirurgia. E não é para menos: o ideal pós-cirúrgico é ficar 1,5 ano sem engravidar. Pesquisei a respeito e me animei muito com o que li de mulheres que fazem redução e engravidam depois. O bebê nasce menos propenso a obesidade, diabetes, a saúde da mamãe é ótima; porém tem que ter um bom acompanhamento médico pois como a alimentação é reduzida, tem que ter uma dieta balanceada para você e o bebê.

Esse ano foi bem movimentado. Tivemos Copa do Mundo no Brasil e a Arena Pantanal em Cuiabá sediando alguns jogos. E vocês acham que eu estaria de fora? Fui aos 4 jogos. Foi uma maravilha, em especial os jogos do Chile e da Colômbia.

Num desses jogos, tirei essa foto abaixo para mostrar como emagreci. 26 kg em 3 meses. Um verdadeiro milagre. Não me vejo emagrecendo de outra forma. Eu era muito relaxada e, com essa cirurgia, não tem como eu comer, pois não cabe. Não fiquei nem um pouco frustrada, porque me via refém da comida e de uma fome eterna e infinita. E essa cirurgia foi minha carta de alforria: sou livre para apreciar uma boa companhia, conversar a toa e ter uma comida como complemento e não como o fundamento de eu estar ali.


Quando acontece certas mudanças na minha rotina, acabo me desligando de certas coisas, como o Plano B. Mas ele sempre está ali, como um farolzinho me iluminando, me fazendo recordar que esse plano existe e se eu esperar em Deus pode acontecer.

::: 2014: Esperança Renovada? :::

Uma nova perspectiva...

Janeiro/ Março. Ano de 2014.

Pois bem. Comecei o ano com a pergunta de meu compadre Francisco Alves: "E aí, comadre, será que esse ano vem o bebê?". E eu: "Quem sabe né Chicão?". A esperança é igual a sogra: é a última que morre! (Deus que me perdoa, porque amo demais minha sogra. Porém perco a sogra, mas não perco a piada kkkkkkkkkk).

Estava feliz, no auge de minha obesidade mórbida grau III. Sentia cansaços, fadigas, aceleração no coração e tudo que um gordinho tem direito. Mas eu, Elaine, estava bem. Era amada por meu marido, estimada por minha família. É claro que sempre aparecia algum imbecil falando que estava gorda demais. O que acho interessante nessas pessoas são dois pontos: 1º -  será que eles acham que não tenho espelho em casa ou falsifico etiquetas de roupas? Eu sei que estou gorda, pombas! 2º - eu perguntei sua opinião?

Em fevereiro meu pai fez a amedrontável cirurgia bariátrica, que deixavam as pessoas anêmicas, em depressão, quando não matava, e doentes. Pois é... esquece tudo isso! Meu pai não sentiu dor, seguia a dieta a risca e não passou por nenhum problema. Vê-lo bem me motivou... é claro que no início eu abominava; afinal estou feliz comigo mesmo e se eu fizer estarei traindo a classe das gordinhas. Porém com o passar dos dias e os resultados aparecendo, decidi que iria entrar nessa.




Dia 21/03/2014. Estava eu no Hospital Jardim Cuiabá para a Redução do Estômago. Estava feliz e já preparava a minha mãe: "Mãe, não vai acontecer nada. Mas se eu morrer, não vai falar 'por que deixei ela fazer?'. Morrerei feliz porque morri querendo ser magra" kkkkkkk.



Entretanto deu tudo certo. Senti muita dor porque houve uma retirada de 300g de gordura visceral que deixou minha barriga dolorida. Mas estava feliz, por que os médicos não falavam sempre que eu tinha que emagrecer? Pois é... agora quero ver qual é a desculpa!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

::: No Fim do Túnel Tem Uma Luz! :::

Acordando aos poucos...

Julho/ Dezembro. Ano de 2013.
 
Deu para perceber que minha história passada tendia para o mal. E realmente foi para o mal. Em que sentido? Engordei mais de 20kg nesse período. Loucura? Creio que é mais cegueira do que loucura, ou demência.
 
Fiquei mal. Mal de fato. Tendo pensamentos suicidas e tudo que uma depressão tem direito. Não me fale de falta de Deus, porque só quem passa sabe o que a gente sente;  só não fiz algo pior justamente porque tinha Deus em meu coração e lucidez em minhas decisões.
 
Decidi que não deveria ficar assim. Decidi não, minha mãe e meu marido decidiram e me fizeram procurar uma psicóloga. Marquei pela UNIMED e depois de uns 2 meses fui atendida. Nossa, peguei uma psicóloga louca: "se você acha que vou jogar a culpa de sua frustação num trauma de infância, pode tirar o cavalo da chuva". No início da primeira sessão, decidi não voltar. Mas durante o caminho algo despertou em mim; um ânimo perdido, uma vontade de ser feliz no fundinho do meu âmago surgiu e naquele dia volto a academia que havia parado com o meu personal Maurílio, da Metha Fitness, no meu bairro.
 
 
 
Maurílio é um show a parte. Enquanto ia a psicóloga, depois do trabalho ele me tratava. Era meu psicólogo que estava embutido no valor da academia. Nossa, ele me fez enxergar muitas coisas com outros olhos. Me passou novas perspectivas. Elucidou muitas dúvidas.
 
Dentro desse período emagreci 6kg (já vi essa cena antes?), mas estava feliz. Me aceitava gorda como era, me sentia bonita, descobri que para ser feliz basta estar com Deus e felizes com nós próprios. Descobri que aquilo que mais abominava, o julgamento pela aparência, era o que eu fazia comigo mesmo. A partir dessa descoberta parece que ficou tudo tão claro, tão sóbrio e decidi que o que viria em minha vida seria consequência.
 
E que consequência veio? Felicidade. E o Plano B? Nada. Mas tudo bem. Quando Deus quiser, virá. Verdade, mas no fundo ainda sentia essa pequenina frustação de não ter um filhinho, de ver como as mães amam seus filhos, cuidam, passeiam e eu não. Meu tratamento estagnou. Fiquei na academia durante todo o resto de ano.
 
Quem sabe seja 2014, né? Mais uma vez, o 2013/ 2014 foi alterado.

::: Feliz Ano Novo... e o Bebê? :::

2012/2013 já era... agora é 2013!

Fevereiro/ Junho. Ano de 2013.

Perdi um ano nesse lenga-lenga de furar tratamento. Ou eu tomava vergonha na cara ou eu desistia da ideia. Aliás, muitas vezes me passou essa ideia na cabeça, pois não faço o perfil de ficar nadando contra a maré. Vejo sempre de outras formas para não ficar totalmente decepcionada (Deus ainda não quer!) (afff! Quando o Senhor quererá Pai?).

Em Janeiro, tentei fazer uma cirurgia de redução e como não tinha o peso ideal para tal, a UNIMED não autorizou. Cai numa depressão ferrenha: sem redução e sem filho... o que eu era? Qual é o meu propósito? Decidi partir para o Plano B novamente.



Já vi que precisava ser ludibriada com algo mais rápido. Não que o tratamento teria que ser rápido, mas precisava de um médico que falasse: "Você vai conseguir rápido!" mesmo que demore. E os 6 meses que tentei fazer... pois é, né? Já sabe!

Me indicaram a Clínica Intro e marquei uma consulta com o doutor que tinha maior disponibilidade na época. Dr. Matheus Medeiros. Nossa, que doutor! Ele é a essência do doutor! Tudo que um ginecologista deveria ser estava nele! Gentil, atencioso, simpático e para variar especialista em Síndrome do Ovário Policístico. Fez uma bateria de perguntas a mim, sobre minha vida, minha família. Fez o Preventivo e me passou uma lista de exames, desde Urina até hormônios. Um dos exames saia num prazo de 40 dias. Imagina tudo isso de espera! Só que como nada é perfeito, esse médico era um pouco exigente, pois exigia um exame pelo Carlos Chagas particular, sendo que pela CEDIC estaria conveniado na UNIMED. Você acha que pagaria R$300,00? Nunca! Fiz pela CEDIC.

Depois de pronto os exames, levei os resultados e ele começou falando: "Olha, de fato você está com a Síndrome (novidade né?) e o primeiro tratamento é você eliminar 10% de sua massa corporal". Puta que pariu... eu realmente não consigo fugir dessa realidade. Na época equivaleria a 6kg, não tão mal, né? Mas era o mesmo de sempre: EMAGRECER. Mas ele me animou que passaria uns hormônios etc e tal e pediu mais exames. Puta merda, mais exames? Já fiz um monte para a cirurgia que deu em nada, fiz mais exames para entregar a ele, e agora mais essa? Tenho que assumir: SOU ORGULHOSA DEMAIS! ME DESANIMO MUITO FÁCIL. Em suma: entrei na academia, não emagreci o que desejava, as regras da mesma maneira (graças aos exercícios e a garrafada) e nada de gravidez... e enquanto isso amigos e mais amigos tinham filhos e eu babando em cima deles. Mais 6 meses e agora o Plano B se estendia de 2013/2014. Ou nem estendia né? Fiquei num estado tão deprimido que deixei a vida, ou melhor, a comida me levar e só engordava...


::: E Inicia-Se a Luta :::

E dei início ao "tratamento"

Maio/ Dezembro. Ano de 2012.

Como mencionei no texto anterior, fui ao dr. Fernando Silva, primo do meu marido, que é médico da família e comunidade (sua especialidade) e comecei o tratamento. O que era basicamente o tratamento?

Consistia em tomar um anticonceptivo chamado Selene por 6 meses para minimizar os sintomas dos ovários policísticos (incluindo o sumiço dele num determinado período) e então parar de tomar o mesmo para que haja ovulação.

Era só isso mesmo doutor? Fechou então. Comecei a tomar o Selene. Meu rosto ficou uma seda. Estava tudo bem, até bater um desespero em mim... "4 meses tomando o anticonceptivo e... será que em 4 meses não conseguiria engravidar? Já foi mais da metade do tempo né? Quem sabe..."


Ledo engano! Minha regra atrasou num período de 1 mês. Na altura do campeonato não ousava nem falar com o Fernando sobre: falhei no tratamento e já sabia como fazer, então tentaria sozinha.

Voltei a tomar o anticonceptivo por três meses e... pois é né? Já conheceu a história do desespero né? E o resultado? NADA!

Por fim em novembro um amigo do serviço do Márcio que sabia da minha saga, o Halyson, decidiu dar uma força. Pediu que eu mandasse vinho para ele e ele traria uma garrafada para eu tomar feita pela mãe dele. Que alegria! Para médicos pode ser a coisa mais ridícula, mas eu que confio muito em ervas, chás e etc. fiquei maravilhada. Sem contar que minha tia Sandra Arantes me contou altas histórias de mulheres que tomavam garrafadas e engravidavam, aliás, ela era uma que me dava e me dá muito apoio porque ela também tem essa síndrome e teve alguns problemas para engravidar.

Chegou a prometida garrafada. Comecei a fazer uso da mesmo durante o período da noite. E para a minha surpresa: minha menstruação regulou! Olha, durante quase um ano nunca tinha tido essa luz no fim do túnel como tive nesse momento. O ânimo aumentou e tentamos nesse mês o nosso prometido e esperado bebê.

::: Como Tudo Começou 2 :::

E depois da decisão...

Março/ Abril. Ano de 2012. 

Notei que minha secreção desregulou; sempre de um mesmo jeito. Mas pensei: "Sei lá, pode ser que me enganei, ou que eu que não estou percebendo ao certo!". A ideia era engravidar, então por que preocupar? E levei adiante o plano e fiquei de boa.

Março teve atraso!
Bem, nunca fui muito regulada, então vou aguardar uma semana e correr atrás.
Uma semana atrasada!
E as pessoas me diziam: "espera mais um pouco, ainda está cedo." Comprei 2 testes de farmácia e NEGATIVO.
Por fim, 1 mês de atraso!
Já estava ensandecendo, estava "grávida" e mais 2 Beta HCG NEGATIVOS. O que está acontecendo comigo?

Fui a outro médico, primo do meu marido dr. Fernando Silva, que me diagnosticou com a famosa Síndrome dos Ovários Policísticos. A grosso modo é o seguinte: o ovário cria os óvulos, mas não libera para as trompas e aqueles óvulos vão acumulando no ovário. Não tenho menstruação ou é irregular. É problema hormonal.


Então, retornando a ideia do início do texto anterior, a natureza me prestou conta de todos os anticonceptivos baratos e de má qualidades que tomei até então. A Síndrome ainda é estudada: não tem uma causa X, mas possui vários fatores: isso que mencionei acima, pode ser genético (até porque minha avó e minha mãe não usavam anticoncepcionais e tiveram poucos filhos), alimentação rica em gordura e açúcares (que sempre fez parte de mim!) etc. começava uma saga, que dura até hoje, na luta contra esses ovários problemáticos. Tem cura? Não sei se seria bem esse o termo, mas existe tratamentos para minimizar os sintomas e fazer a mulher engravidar. Pode ser que depois da gravidez suma, pode ser que piore, etc. então pode ser uma fase ou uma vida inteira. Os sintomas vai além do útero/ovário. Cria-se muitas espinhas no rosto, você engorda (inclusive um dos tratamentos é o emagrecimento. E para variar, porque nada é fácil, por causa de sua desregulação hormonal, você tem mais dificuldades para emagrecer!)... tem mais, mas cito os quais tenho.

Foi um "choque" para mim, porque esse atraso gerou toda uma expectativa, terei de fazer um tratamento que só Deus sabe quando dará certo. Chorei horrores por saber que não teria meu bebê tão cedo... enfim, gerou uma frustração pessoal considerável. Como Deus é pai e só dá o frio conforme o cobertor, Deus me presenteou com um marido de ouro. Marcionílio só me falou: "Faça o tratamento. Se tiver que dar certo, dará. Se não, não tem problema!". Ele nunca me cobrou ou jogou na cara minha situação.

E aqui inicia a minha luta para ter o bebê 2012/2013.

::: Como Tudo Começou 1 :::

Deus trabalhando em mim!

Janeiro/ Fevereiro. Ano de 2012.

Eu sempre fiz uso de anticonceptivo, mesmo sabendo que a Igreja era contra (que catoliquinha de merda né?). Aquela coisa: "Deus perdoa! Deus é Amor!". Mas a nossa natureza, apesar do perdão de Deus, cobra nossas atitudes. Se você contraiu HIV fazendo sexo fora do casamento e se arrepender, Deus com certeza te perdoará, mas o HIV ainda persistirá. É fato!



Um dia decidi assistir a uma aula do Pe. Paulo Ricardo que falava dos malefícios das pílulas e etc. e porque a Igreja é contra. Depois desse dia, nunca mais ousei questionar a doutrina católica, porque tudo tem um fundamento e essa Mãe querida só quer o bem dos seus filhos. Decidi não tomar mais as pílulas e resolvi aprender sobre o método Billings (método natural onde a mulher observa as suas secreções e descobre se está fértil ou não). Tive até que mudar de ginecologista, porque ela abominou minha decisão, falando que nem me explicaria o método porque eu não entenderia (ou seja, me chamou de burra na cara dura). Mas tudo bem, doutora Andreia Magui, descobri um site maravilhoso e aprendi sozinha! Sem precisar de seus ensinamentos preconceituosos!

Contei sobre minha conversa com essa referida "doutora" ao Pe. Paulo Ricardo e ele me elucidou muitas dúvidas. Aquele domingo, após a Missa, decidi que os anticonceptivos estariam fora da minha vida. E deixando bem claro: não queria ter filhos! "Deus me livre! Sou nova, uma vida pela frente, 1 ano de casada... para que filhos agora?" E comecei a utilizar o tal do método Billings. Primeiro mês perfeito!!! Detectei o período fértil, período estéril etc e tal e desceu a menstruação. Boa aluna autodidata!!!

Mas aquela experiencia com o padre, eu conhecer o meu corpo mudou-me... de fato, esse mês foi muito importante para mim. Comecei a pensar na questão de filho, como deve ser interessante ter alguém te incomodando para a vida inteira, gerar uma outra pessoa no ventre... que mágico! Que benção! Em suma: MÊS QUE VEM QUERO TER UM BEBÊ!

::: Apresentação :::

Olá Pessoal!



A princípio pensei em criar um blog só para mim mesmo, sem necessidade de visualizações, ou grande alvoroço. Pensei deixar registrado nessa página minha vida, minha luta (se é que posso chamar assim) para ter um filho e, futuramente, ele ler (se Deus permitir que eu tenha) e saber o quanto foi querido e esperado por todos nós.


Mas se você por acaso viu e se interessou, fique a vontade para comentar, para ler. Espero que goste e torçam para que eu e meu marido tenhamos um final feliz, independente de qual.

Beijossssssssssssssss