sexta-feira, 10 de outubro de 2014

::: O Retorno :::

"Piscina de mágoas, ondas e alegrias/ flutuam por minha mente/ me possuindo e acariciando" (The Beatles)

Outubro. Ano de 2014.

Fui à consulta de quinta-feira com o doutor Alcir. Bem, aquele lance da biópsia foi confirmado: aquelas células não deveriam estar lá, mas não é nada grave. Só para variar o doutor me disse: "Você quer muito ter esse filho?". Respondi: "Quero". Ele respirou fundo e disse: "Vamos adiar para mais um ano? Não vamos sobrecarregar seu útero. Vamos tratar dessa inflamação que tem e ver se seu quadro se mantem ou se aumenta".

O que dizer? O que fazer? Eu tinha opção? Balancei afirmamente a cabeça e ele foi me passando os remédios. Os olhos enchiam de lágrimas, então me segurava e não chorava.



Meus pais ficaram meio tristes por mim, entretanto sempre me animando, botando para cima. Para meu marido é aquela coisa: ele se preocupa mais com o meu emocional do que com o problema em si. Então ele ficou triste de eu estar triste, e não muito da minha situação.

Sei que para Deus nada é impossível. Mas realmente não acredito que conseguirei. Me sinto tão incapaz no quesito procriação que nem tenho esperanças de ter filhos. Vejo as pessoas me dando palavras de consolo, que tudo vai dar certo, porém, no fundo, não acredito. Estou partindo mais para a possibilidade da adoção do que do filho biológico.

Considero isso a minha fortaleza. Que mesmo em meio a "piscina de mágoas", tenho minhas "ondas de alegria"; sei que meu coração é imenso e caberá muito bem um filho do coração; um só não... quem sabe 2? O que me impede momentaneamente é o Marcio. Eu tenho que trabalhar a mente dele, aliás, nós temos que nos trabalhar, porque não quero ir por conta da euforia e nem ser tão acomodado como ele. Temos que ter um meio termo.

Ele é uma pessoa muito sábia, por conta de sua observação. Mas em minha humilde opinião, creio que falta (aliás, ele tem melhorado) muito o tet-a-tet, a vivência com as pessoas no sentido de estar engajado, de estar na rua etc. ele afirma que não sabe se verá a criança como filho dele. Isso o tempo dá jeito, mas ele fica meio encafifado com essa ideia.

Um dia uma psicóloga me disse que eu não preciso de filhos para ser feliz. De fato, não preciso. Creio também que não precisa ser biológico para ser filho quando tiver. Minha situação não é irreversível. Eu posso ter filhos futuramente, mas se não tiver eu adotarei.

Bem, é isso pessoal. Vou tomar os remédios, o médico pediu 6 meses para retornar para ver se minhas células aumentaram e fazer um novo preventivo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

::: Quinta-Feira, O Retorno :::

Será que demora para quinta-feira?

Outubro. Ano de 2014

Olá queridos leitores! Agora as postagens estão sendo em tempo real da minha realidade. Sinto até saudades daquele excesso de postagens que fazia kkkkkkkkkk.

Minha mãe voltou! Vivaaaaa!
Agora me sinto melhor. Fomos à igreja juntas, comemoramos o níver da minha tia Sandra, dançamos muito, nos divertimos. Pronto, agora a minha realidade está um pouco mais normal :D (Minha mãe é a da esquerda ao fundo, blusa de alça rosa)


Mas uma coisa não para de martelar é quinta-feira que vem... meu retorno. Nossa, estou numa ansiedade só. Quero saber como estou, se terei que tratar de algo, ou se já iremos para o Plano B. Cheguei até de cogitar de ligar pedindo se os exames estão prontos para adiantar a consulta, mas convenhamos: será nessa quinta... hj é terça; adiantaria eu ligar? Bem óbvio que não!

Que quinta-feira demorada, meu Deus! Ainda tem amanhã, níver da sogra querida, para então vir a quinta-feira, às 17:10hs. Para variar, terei de aguentar o dia inteiro de trabalho para então ir à consulta. Só de escrever meu coração já bate mais forte e fico com a respiração ofegante.

Calma, Elaine. Tudo vai dar certo. Quanto tempo já esperei por isso? 2 anos? O que é 2 dias né? Peço as orações de vocês para que eu possa seguir com o Plano B.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

::: Minha Semana :::

Ter filho é como uma tatuagem na cara: você precisar ter realmente certeza de que é isso que você quer antes de se comprometer! (Comer, Rezar, Amar)

Outubro. Ano de 2014.

Assisti esse filme hoje e essa frase foi bem marcante para mim. Filho não é boneca que se quer e se deixa no canto, ou que só dê uma comida para o dia inteiro, como cachorro, uma amansadinha e pronto. Criança é um compromisso eterno. Nunca deixaremos de ser pais.




Essa semana foi meio difícil para mim. Dia de pagamento (ou seja, eu corro atrás de tudo), minha mãe ausente por causa das obras em Denise, não estou contente com atitudes de algumas pessoas... me sinto bastante deslocada, meio sem rumo e sem direção. Minha referência era minha mãe: estou sem nada para fazer? Vou na mãe. Agora tenho que ficar correndo atrás de amigos, de afazeres para preencher essa lacuna enquanto minha mãe estiver ocupada.

Às vezes me sinto sozinha. E penso se esse filho futuro preencherá esse vazio que muitas vezes sinto. Não quero tê-lo para me preencher exclusivamente, até porque uma hora o passarinho cresce e vai voar... e como ficará esse vazio? Não quero depender dele, mas creio que essa dedicação que terei me ajudará a superar certos incômodos.

Ter uma pessoa que precise de mim... que eu seja importante e fundamental para ele... nem acreditava que isso existisse até ver a relação mãe/filho. Espero, desejo e sonho que esse filho nos ame, nos respeite e que, mesmo na desavença, puxe o pai: porque o pai Marcionílio é um doce, não guarda rancor, supera com facilidade... porque se for igual a mãe... Jesus Cristinho... se prepare porque será uma fera kkkkkkkkkk. Terminando a ideia: mesmo na desavença, possamos resolver das melhores maneiras possíveis!