Sexta-feira, 29/07 - 9 anos juntos, data também que eu e Marcionílio noivamos e a data que os gêmeos quiseram aparecer!
Sexta-feira. Dia de pagamento. O governador atrasou o horário de pagar meu salário, mas, graças a Deus, o do Marcio já estava na conta.
Fiquei em casa pela manhã. Às 9h da manhã fui comer 1/4 de uma melancia que estava na geladeira. Coloquei num prato e me sentei na mesa para comer. Ficava no whats conversando com minha mãe e irmã (que estavam em Denise) e comia a melancia. Em um dado momento, fui tirar um pedaço com a colher e o pedaço voou e caiu no chão. Até brinquei com minha mãe e irmã: "quem vem pegar para mim, porque não posso abaixar e estou sozinha?". Olhei aquele pedaço e pensei nas formigas que juntariam ali e decidi limpar. Peguei um pano da pia e agachei bem de cócoras e limpei rapidinho o pedaço e o rastro que ficou.
Nem passado 15min notei que minha barriga abaixou. Porém não tinha associado as situações. Fiquei um pouco preocupada por conta de minha mãe estar em Denise. Pesquisei na internet e em todos os sites diziam que pode demorar dias até o neném nascer. Então relaxei e continuei meu dia.
A tarde fui a Dora pintar unha, fiz um corte de cabelo e sobrancelhas. Ia fazer mais coisas, mas optei por voltar para casa porque me sentia muito pesada. Fiquei em casa.
Marcio chegou por volta das 18:30h e, como havíamos combinado, iríamos a uma hamburgueria chamada Habañero, no Centro de Cuiabá. Como já estava aberta e já estávamos cansados, fomos as 19h. Muito bom o lanche, ambiente agradável, mas as cadeiras eram de última. Vários estabelecimentos tem dessas cadeiras de madeira, mas elas acabam com nossa coluna. Como essa abaixo:
Saímos de lá e eu estava até travada por conta da cadeira. Entrando no carro, já comecei a sentir dores: a barriga inteira endureceu e doía fundo, a lombar também e o pé da barriga. Pensei se tratar de postura, entretanto a dor foi aumentando mais e mais. No caminho Marcio sugeriu que fôssemos a Femina, mas queria chegar em casa. Já estávamos próximos do hospital, mas eu queria ir para casa.
Chegando lá a dor não melhorou nada. Eu estava péssima. Só podia ser a tal da contração. Os nervos do rosto doíam junto com a barriga. Em casa quis me certificar que não havia sangramento. Menos mal, não havia. Mas estava mais úmida e pensei: será que é o líquido amniótico? Mandei um whats para minha doutora que na hora me recomendou ir ao PA da Femina para ter uma avaliação. A dor dava pouca trégua. E quando vinha era intensa.
Colocamos tudo dentro do carro: mala de maternidade, porta maternidade, minha mala de roupa porque fiquei com medo de, caso acontecesse o nascimento, Marcio não fosse pegar. Chegando lá, a dor atenuou. Só a lombar e a pélvis doía, mas a contração deu trégua. Fomos atendidos pelo dr. Mateus Medeiros, um velho conhecido meu, que cheguei a começar o tratamento para engravidar, na Clínica Intro. Comentei sobre ele nos posts sobre o tratamento.
Me tratou super bem, me deu toda a atenção e me avaliou. Minha pressão estava 12/7, meus pulmões estavam ótimos, os batimentos dos nenéns também e não observou contração. No Toque, notou que o colo do útero estava fechado, mas amolecido, ou seja, se eu continuasse a ter as contrações, em horas eu poderia ter os gêmeos. Perguntou para quando que era os nenéns e eu disse que a doutora não tinha marcado porque achava que eu seguraria 37, 38 semanas. Ele me passou Buscopan na veia e um remédio para retardar nascimento.
Chegamos lá por volta das 20h e saímos às 23h. Saí até mole. Esses remédios abaixam minha pressão e glicemia. Quase desmaiei em casa, mas me controlei: tomei água e comi umas rosquinhas Mabel. Após isso, fui dormir.
Não foi dessa vez que os gêmeos vieram. Será quando, então? Muito ansiosa por esse momento! Mas prometo não fazer mais peripécia!

Nenhum comentário:
Postar um comentário