terça-feira, 18 de agosto de 2015

::: Organizando Nossa Morada Para um Grande Momento :::

"Quando desejares mal a alguém, apenas deseje que reforme sua casa!" (Elaine - eu!)


Decidimos que deveríamos reformar a casa. Afinal, dinheiro vai, dinheiro vem... "então é Natal, o que você fez? O ano termina e nasce outra vez". E nada feito. Por isso, para o bem estar do Marcio, o mais caseiro do casal, para nosso futuro e para meus futuros eventos, com a ajuda do meu pai, iniciamos a empreitada aos 8 dias de abril.





Não foi fácil. O servente do pedreiro era terrível, enchedor de saco. Mas o pintor foi de encomenda: não pintou certas partes da cor que quis, quis passar o 171, aumentando 800 reais da obra (óbvio que não pagamos, afinal como ele aumenta o valor sem informar?).

Enfim, após 3 meses, terminamos. Foi difícil. Stress ao nível máximo. Porém vencemos. Até hoje ainda estamos organizando a casa; mas, aos poucos, nossa casa está sendo de acordo com o nosso gosto.

::: E o Sol Recomeçou a Brilhar :::

"Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus" (Eclesiastes 3,1)


Faz muito tempo que não vos escrevo. Creio que no decorrer da leitura vocês perceberão o porquê. Aconteceram algumas coisas bacanas nesse meio tempo. Outras não tão boas, mas todas, de alguma maneira, me edificaram.

A última vez que vos escrevi mencionei o transtorno que foi o início desse ano. Realmente esse governo se supera no quesito reclamar de braços cruzados. O que aconteceu comigo, no quesito profissinal? E no pessoal?

Bem, após meu retorno das férias, meu serviço deu uma piorada drástica. Tinha 2 companheiros de sala, que precisaram ser remanejados. Entrou um, o Tales, gente boníssima, e com grandes possibilidades de dar certo, já que nada reclamava do meu proceder e ainda, de quebra, era obrigado a ouvir os meus rocks (e dizia que gostava!). Pesou o serviço. Eram muitos processos a serem repassados para frente e para serem arquivados. Porém Tales e eu formávamos uma dupla dinâmica: dávamos show. Cumpríamos nosso trabalho bem! Cumpríamos... porque ele foi retirado do meu setor. Sobrou só eu, fazendo serviço para 3. Me desdobrei, estava estafada. No decorrer do tempo me adaptei e consegui, não fazer o serviço completo, mas na medida do possível agilizei ao máximo. Quiseram me tirar do setor, entretanto fiz o papel do "daqui não saio, daqui ninguém me tira!" e me mantiveram: porque, apesar do trabalho pesado, gostava de atender despachantes.

Em abril aconteceu um evento extremamente maravilhoso que Marcio permitiu que eu vivenciasse: MONSTERS OF ROCK. Nos dias 25 e 26, com bandas de peso, como Accept, Manowar, Judas Priest, Kiss, Motorhead, Ozzy Osbourne entre outros.


Vi lendas. Ouvi o bom e velho rock'n'roll das bandas que realmente cantam seus clássicos, e não covers. Foi estupendo, fenomenal... simplesmente demais.

Com todas as adversidades vividas até então e com esse evento mega, refleti o seguinte: se eu tivesse filho estaria vivenciando aquilo? Talvez não. Talvez sim. Mas sem filho, EU ESTAVA. Pensei então em adiar o Plano B para mais tarde, já que Deus estava me proporcionando momentos tão bons quanto esse.

Nesse meio tempo também tive uma DR com meu marido. Ele quer ter filho, mas sinto que é mais para me manter em casa do que uma necessidade. Outro detalhe é que, já que estou querendo filho, quero curtir ao máximo, já que, depois de tê-los, será mais difícil sair. Nesse lance de "curtir", vou ao Caverna, tomo cerveja, curto meu heavy metal e isso incomodou meu marido, que alegava que agia como solteira. Nunca o desrespeitei, sempre curti do meu jeito e ele vem com esse papo? Pensei que separaríamos, mas Deus é mais e nos mostrou que nossa vida é estar um ao lado do outro, apesar dos nossos defeitos.

Foi nesse clima que cheguei aos dias atuais.
Decidimos, após conversa, que optarei pelo meio período para cuidar dos filhos (quando tivermos) (coisa que muito me felicita!). Enfim, estamos nos ajeitando para melhor vivermos essa experiência, que a cada dia que passa, sinto que está mais próximo.