terça-feira, 30 de dezembro de 2014

::: Carta 01 :::

Aproveitar um bom conselho requer mais sabedoria do que dá-lo (John Collins)

Dezembro. Ano de 2014.



Oi meu filho(a). Tudo bem?
Sabe, não sei seu nome, não conheço seu rostinho, não sei se nascerá da barriga ou do coração, sei que me deu vontade de conversar contigo, e eis que estou aqui a falar com você, que nem existe ainda, ou se existe, não está comigo, mas que tenho a plena certeza que existe desde toda a eternidade nos planos de Deus.

Sabe, filho(a), aprendi que o que vale na vida é ser feliz. Todavia não a felicidade dos tolos que acham que é possuir bens, mulheres, fama etc. Mas a felicidade de ser estimado por Deus, pela família, pelos amigos etc. Ser feliz é você fazer o que gosta dentro de suas possibilidades, não querer ser o que não é. Parece muito clichê isso, né? Entretanto é a pura realidade: as pessoas perdem muito tempo querendo ter e esquecendo do ser.

Não reclame muito, meu filho(a). Quando reclamamos demais, trazemos só energias ruins para nós. Vivemos um pequeno período de dificuldades financeiras e a todo momento não parava de reclamar: sabia, meu querido(a), que quase deu divórcio! Seu pai inventou de comprar a casa em que moramos e já estávamos pagando o carro, tivemos q arrumar a casa... enfim, deu uma despesa tremenda. Nem sabia mais o que fazer, quando Deus revelou a uma mulher que era aquela casa que eles deveriam comprar; sim, a nossa antiga! Me senti privilegiada demais por Deus, porque Deus, com tantas coisas a fazer, lembrou-se de sua humilde serva e fez essa revelação. A partir desse dia, tento não pressionar Deus aos meus gostos.

Falando de Deus, meu filho(a), quero que saibas que Deus não é uma massinha de modelar, que você modela de acordo com seu gosto. Deus é muito mais que tudo! Deus é um só, em três pessoas; é coerente, único, imutável, justiça e misericórdia. Tive o prazer de ler a Bíblia inteira, meu filho(a), e testemunhar a fidelidade de Deus a Suas promessas. Deus é fiel! E a Igreja em que descobri isso? CATÓLICA! Por que? Porque é a única que não muda de opinião de acordo com o tempo, é tradicional e a mesma dos séculos I, X, XXI; vejo nela o reflexo do Deus imutável, mesmo tendo tantas cabeças diferentes a governando, mas permanecendo una em sua doutrina.

Seja Católico, meu filho(a). Seria meu maior orgulho vê-lo firme na fé, engajado e caridoso com os que mais necessitam, ou seja, viver a autenticidade do Evangelho. Os dois pilares da Igreja, meu filho(a), são o Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora, segundo a visão de São João Bosco. Só em nossa Igreja encontramos a Sagrada Comunhão, Jesus vivo que se fez pão para nos alimentar e santificar; e Nossa Senhora, primeiro ostensório, detentora do sangue e corpo que pertencem a Jesus (pois ela o formou), a que disse sim a vida que lhe foi proposta, a redentora, medianeira de todas as graças, que é Jesus. Acreditar no poder de Nossa Senhora dado por Deus é acreditar que Ele não usa suas criaturas ao seu bel-prazer, como no paganismo greco-romano, no qual os deuses brincam com as vidas humanas; acreditamos que Deus usa as pessoas para causas maiores e as gratifica, dando-lhes o paraíso como recompensa, dando-lhes a Si mesmo, que é tudo, pela eternidade, dando-lhes poder para ajudar quem está na terra a se santificar. Quão bela é a nossa religião meu filho(a)! Rezo desde hoje para que Deus, com a sua filha, mãe e esposa Nossa Senhora te abençoe, te preserve do mal, te de forças para lutar e a seguir em frente.

Mas não pense que é fácil ser católico meu filho(a). O que tem de gente da própria Igreja te incomodando, te criticando... mas ser cristão é isso: é dar a cara a tapa, mostrar que você está fazendo o máximo para agradar a Deus e não as pessoas. E se você mudar de crença por causa disso, lamento te informar, mas você pulará de galho em galho e não encontrará o lugar ideal. Assim como no Evangelho, ao momento que São Pedro tirou os olhos de Jesus e focou na tempestade começou a afundar, assim será também com você. Esses tempos passei por um momento trash e quase afundei, porque desfoquei de Jesus e prestei atenção se eu agradava as pessoas da Igreja. Está errado! Agrade a Deus. Se você quiser agradá-lo em outra comunidade, tudo bem. Mas agrade-o sempre!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

::: Santa Terezinha, A Senhora Venceu! :::

"Vou passar meu céu fazendo o bem na terra" (Santa Terezinha)

Dezembro. Ano de 2014.

Há alguns anos que Santa Terezinha começou ser a Santa badalada do meio católico. Por ela ser recentemente declarada santa (1925 pelo papa Pio XI) e doutora da Igreja (1997 pelo papa João Paulo II). Foi uma moça que aos 15 anos entrou em um convento carmelita e morreu aos 24 anos.

O boom de santidade se deve a propagação de seus escritos e milagres adquiridos por meio de sua intercessão. Um sinal que seu pedido será atendido é que, durante a novena, você receberá uma rosa. Isso se deve a seguinte frase da santa: "Depois da minha morte, farei cair uma chuva de rosas!".



Não me recordo quando e onde, sei que dizem que ela tem uma frase na qual ela diz que fará tudo o que Jesus quiser em vida, para depois da morte Jesus a atender no céu. E como o número de milagres atribuídos a sua intercessão é tamanha, decidi fazer uma novena dedicada a referida santa.

Não, deu para perceber. Não fui Atendida!

Pensei: "Ué? Ela não tinha QI com Jesus? Que QI é esse?"
A releguei. Quando se falava em Santa Terezinha ficava muito indiferente... porque eu queria mesmo. Fiquei de mal dela... quando falavam das graças alcançadas por ela, pensava: "Acredito na senhora, mas, me perdoe, nas minhas orações não te pedirei mais nada!". Por coincidência quando fui ao Santuário do Divino Pai Eterno, tinha comprado uma imagem dela de resina italiana, o olho da cara (R$70,00). Todos os dias a olhava em meu oratório e não sentia um pingo de afinidade com ela. Todos os santos que tenho é porque eu li história e os admiro; mas ela? Ela que "nada fez por mim"? Fala sério...

Pensei em me desfazer dela... mas uma imagem tão cara? Uma das mais caras?
"Não! Quem sabe um dia...". Não! Esse dia não chegou. Recebi em meu aniversário duas rosas e imaginei sendo um sinal dela... mas nada naquele mês! Então tomei a resolução: "vou dá-la a alguém que dê valor a ela... agora estou decidida!". Deu a impressão que a "bagaceira" ficou séria! kkkkkkkkkkk então os sinais começaram a surgir! Nesse meio tempo em que procurava alguém digna dela, tive que ir a Paulus comprar umas encomendas para a Catequese e, ao que vejo no caixa:



Olhei para aquele livro, já tinha comprado o meu da Ana Maria Emmerich. Pensei: "nem adianta que não estou interessada em você!". Fui embora. 

Mais um pepino para descascar da catequese. Vai eu para a Paróquia cuidar da documentação dos crismandos e olho no estande de vendas de livros: "História de uma Alma". Perguntei o valor e a moça respondeu: R$50,00 (se não me engano). Tchá por Deus! Até parece... não sou simpática e piorou ainda por esse preço.

Fui a outro lugar, não me recordo qual... e lá a dita cuja! Por fim, no presépio dos Arautos, fui a lojinha deles e quem vejo na minha cara: História de uma Alma! Fala sério né? Até a balconista riu: "Parabéns Santa Terezinha! A senhora venceu! Vou levar seu livro".

Hoje terminei de ler a Infância de Jesus da beata Ana que mencionei acima. Agora irei para esse livro. No fundo tenho uma certeza, algo que fala ao coração: de fato, será que aquelas rosas não eram um sinal mesmo? Um reatar de amizade? O início de um novo começo? Um processo de remodelação? Afinal, que ano que tive, Senhor! Passei por perdas, sofrimentos, alegrias e muitas humilhações... é um convite a entrar na escola do amor a Jesus por meio de Santa Terezinha? Serei eu agora um vaso "vazio" a ser preenchido?

Bem, só a Deus pertence o futuro. Não crio expectativas. VOU VIVER APENAS!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

::: Deus em Minha Vida :::

Minha alma engrandece ao meu Senhor. Meus espírito exulta em Deus, meu Salvador! (Nossa Senhora)

Dezembro. Ano de 2014.

O desanimo tinha tomado conta de mim, mas os planos e como Deus encaminha as coisas não me deixam perecer. Fico perplexa com a didática divina!

Vários problemas e desafetos me deixaram desanimada. E havia decidido deixar de participar até das Missas, não por descrença em minha Igreja, mas por ver que, ao olhar mundano, as pessoas que não tem vida religiosa são mais "dignas" que as de dentro. Porém os planos de Deus são outros e o bom é que tudo o que escuto, que acontece apreendo para mim.

1- No Domingo, dia 07, uma católica me revelou que estava mais perto do que eu pensava a maternidade; que eu tomasse posse daquilo. Disse a ela, ao final da Missa, que não tinha forças para dizer. E ela disse: "Apenas diga: EU TOMO POSSE!" e eu: "Como direi, se não acredito?". E ela disse: "Só diga: Eu tomo posse!" e disse, fria no ânimo que eu estava: "Eu tomo posse!". Ela respondeu: "Tá bom!";

2- Na mesma Missa da Crisma, o Bispo Dom Milton falou de uma aparição de Nossa Senhora na Etiópia, em 1995. Nela, ela pedia ao seu filho Jesus que todos os seus devotos não se perdessem. E Jesus atende ao pedido dela, prometendo que seus devotos não pereceriam. Aquilo refrigerou minha alma, pois apesar daquela noite escura, possivelmente teria o perdão dessa falta;

3- Terça passada foi o dia que o Imaculado Coração de Maria queria ser rezada em minha casa. Rezamos o Cenáculo e a mensagem foi maravilhosa. Já levei muitos puxões de orelhas de Nossa Senhora e não quis abrir o livro para não levar outro; afinal, mais de 2 Missas que fico sem ir. E pelo contrário, o colo de mãe dela me confortou; não repreendeu, mas acariciou-me, como se o que eu estivesse fazendo ela entendesse, mas pedia que continuasse ajudando a Igreja;



4- No Sábado, fomos ao presépio que os Arautos do Evangelho colocaram em sua Casa. Entretanto, antes de ir ao espetáculo, foi-nos apresentado a Casa e entramos em uma capela. Nessa capela, no cantinho, tinha várias relíquias expostas e uma, em especial, num ostensóriozinho, uma relíquia sem nome. Ao que a terciária diz: "Essa relíquia é um pedaço do manto de Nossa Senhora". Olha, meus olhos quiseram encher de lágrimas, e eu me segurando, e começou a me dar um calor, um calor, um calor... que tive que sair... mais uma vez Nossa Senhora me mostrando sua proximidade, seu amor e cuidado comigo, assim como em Aparecida;

5- Na apresentação em si, observei, me tocou fundo o fato de Jesus ter sofrido tanto por nós, um Deus que se fez homem para nos remir, e eu com sem graceira de querer me afastar Dele... porque afastar da Missa é afastar Dele. Lembrei de como estava fria, como fui egoísta de nem decorar minha casa para recebê-lo nesse Natal. Sai decidida a decorar minha casa para o Natal, e os itens que eu não tivesse, compraria;

6- No Domingo tive um encontro com essa amiga católica e perguntei do porquê de tamanha certeza, de eu ter que tomar posse de algo que nem acreditava mais naquele momento. Depois de muito insistir ela disse que no na Missa anterior, ela teve uma visão de Nossa Senhora ao meu lado, com um braço no meu ombro e outro segurando o meu ventre. E ela transmitia tanta paz, tanto carinho e serenidade que nem parecia que estava me desagradada com minhas atitudes. Mais uma vez me segurava para não chorar e me arrepiava inteira. Nessa visão Nossa Senhora disse: "Tudo é no tempo de Deus. Jesus vai dar um filho, mas vai ser por intermédio de mim". Até agora quando relembro dela falando dá vontade de chorar... de saber que minhas ações pequenas agradam Nossa Senhora a ponto de voltar o seu olhar a mim.

Em suma: estou me fortalecendo. Deus está cuidando de mim, do meu coração. Quero que essa certeza não caia mais; não quero ficar testando Deus... mas como sou fraca em meio as provações. Sexta-feira participarei da vigília na Paróquia e quero, do fundo do meu coração, fazer as pazes com Jesus (não que estivesse brigada, mas devo desculpas a Ele!).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

::: Dezembro da Introspecção :::

É bom ter esperança, mas ruim é depender dela

(Textos Judaicos)

Dezembro. Ano de 2014.

Mais um ano termina. Mais um ano sem um bebê.

Como estou? Muito, muito descrente. Mas não é uma descrença revoltante, contra Deus. É algo do tipo: não consigo mais acreditar. Cheguei a um estágio que ainda não tinha chegado: de desacreditar em minha capacidade.

É claro que em paralelo com esse lado meu, vivo muito bem a Elaine exterior. Viajei por uma semana para minha cidade favorita, São Paulo, ficamos na rua da Galeria do Rock. Tipo, a raposa hospedando pertinho do galinheiro, entende? Foi mais de mil reais que deixamos lá... mas pensam bem: aqui no MT, que lugar existe lojas que vendem tudo de Rock? Nenhum... então vale a pena o sacrifício de poupar para comprar o que queremos.

Entretanto nem lá deixei de ser perseguida: bodies de bandas de rock... vê se pode! Eu babava de ver, mas tudo é questão de prioridade. Já tenho 2 bodies em casa, um do Ramones e um do The BaBies (simulando Beatles), e como não tenho filho, preferi comprar camisetas para mim.


Fui ao show do Paul McCartney pelo 5º ano consecutivo, como sempre muito lindo e emocionante. Como sempre digo as pessoas que me perguntam a respeito: PAUL É UM SHOWMAN! Que levada ele dá ao show! Tudo de bom! Mais uma vez terei a oportunidade de contar para meu filho que FUI A UM SHOW DE UM EX-BEATLES, ou eterno BEATLES (prefiro esse termo).

Vai ser legal ter um filho. Contar minhas histórias, deixá-lo viver o que vivi e o que não vivi, ele ter as experiências dele, se puder influenciá-lo para o Rock (Deus não permita que eu pague a língua de ter um filho pagodeiro/ funkeiro)...

Esse ano foi muito intenso: o que foi bom, foi muuuuuuuuuuuito bom. E o que foi ruim foi muuuuuuuuuuuito ruim. Por isso, tirei para pensar em mim. O que eu sou, o que quero ser, o que me convém, até onde posso chegar, até onde estou sendo aceita etc.

E por incrível que pareça: mês que vem faremos 4 anos de casados! Nem parece!

Parece que foi ontem que eu e Marcio demos o nosso sim a Deus e a Igreja, inclusive no quesito de "aceitar os filhos que Deus enviar". Estou chocada de ainda não termos tido filhos. Inclusive eu acreditava que esperar 4 anos era muito, mas por incrível que pareça hoje vejo mulheres que demoram 7, 8, 10 anos para ter. Fico passada e desanimada.

A prima de meu marido me indicou um remédio para tratar dos ovários policístico e estou tomando. Diz que engravida, mas a ideia é tratar o ovário. É o Cloridrato de Metformina. Estou me sentindo muito bem com esse remédio. As espinhas sumiram, nos ajuda a murchar um pouco (porque ele também é para a diabetes) e não mexe com meu humor. Nem tomo mais como: "vou engravidar!", porém como: "vou tratar meu ovário!"

Em suma é isso. Vou pensar em mim e ver o que espero para o ano que vem, porque como está em um post no facebook: Chega de reclamar desse ano, tem que vir o próximo para reclamarmos dele. kkkkkkkkkkkkkkkkk

Abraços a todos! E obrigada pela atenção!


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

::: Voltando a Realidade :::

Parece que tudo o que eu estava realmente fazendo era esperar por você (Real Love - John Lennon)

Novembro. Ano de 2014.

Bom dia pessoal!
Acordei de um sono de mais ou menos um mês. Não era para menos. Depois de notícia desestimulante que ouvi, tive que voltar a me recompor. Em suma, o que aconteceu durante todo esse período que fiquei sem escrever?

Primeiramente, descrença. Fique abatida por um bom tempo. Fui a um padre, chamado Fábio, em minha paróquia, e abri o jogo com ele com relação a minha descrença perante Deus, de não acreditar que Ele me daria um filho. Como resposta de Deus, esse padre me orientou a nunca desanimar e procurar sim, por meios lícitos, ter filho. Pediu para que eu rezasse a Santa Isabel, mãe de São João Batista, que ela como mulher estéril e que gerou na velhice, poderia interceder por mim. Isso foi a sexta-feira pós-consulta.



No sábado fizemos a festa do dia das crianças e eu, como coordenadora, conduzi o Rosário. Para a minha surpresa, no segundo mistério gozoso, quando pronunciei: "A visita de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel", veio como um estalo na mente: no dia em que nasci, 05/11, é comemorado o dia de Santa Isabel e São Zacarias, pais de São João Batista. Eu rezei o terço passada!!! Como Deus conduziu tudo dessa maneira... como são insondáveis Seus planos! Senti uma alegria muito grande, pois, ao mesmo tempo que ela sofreu pela esterilidade, havia uma esperança. E mais uma vez vejo que minha missão talvez seja ser mãe tardiamente. E o fato de residir na comunidade SÃO JOÃO BATISTA, filho dela?

(Não vos contei, mas um dia comentei com uma amiga que não queria ser mãe depois dos 30. Na mesma noite, o nosso pároco afirma que: "Para aquelas mulheres que falam que não quer ter filhos depois dos 30 [tipo... ele leu a minha mente? ahn??] não pense assim, pois é o filho da velhice que cuidará de você!" para um bom entendedor... né?)

Sem contar que analisando sua pequena passagem na Bíblia, notei um traço relevante da minha personalidade nela. Cito o trecho:


"Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lc 1, 41-43)

Quero frisar algo: "E exclamou em voz alta", ou em outras traduções: "E gritou". Somos duas querida santa! Em nossa alegria, não conseguimos nos conter né? Temos que gritar, temos que externizar nosso sentimento de maneira que todos ouçam! E é a primeira mulher a constatar Maria, mãe de Deus. "... a mãe do meu Senhor". Que sabedoria divina foi infundida nos lábios de Santa Isabel! Que revelação! Não que isso esteja em minha personalidade, essa abundância do Espírito Santo, mas ela foi uma mulher mariana (posso dizer a primeira?)! Assim como tento ser! Que alegria nascer em seu dia, minha queria santa! E desculpe-me nunca ter dado real valor a senhora!

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E não vos escrevi, porque, mesmo na aceitação, ainda estava amarga. Não queria escrever amargamente, assim como o post anterior. De amarga bastava eu! Sem contar a responsabilidade de meus amigos que também não conseguem ter filhos se sentirem desestimulados. Não basta eu estar cética, carregaria outros também. Agora que estou melhor, posso voltar a escrever regularmente no Plano B.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

::: O Retorno :::

"Piscina de mágoas, ondas e alegrias/ flutuam por minha mente/ me possuindo e acariciando" (The Beatles)

Outubro. Ano de 2014.

Fui à consulta de quinta-feira com o doutor Alcir. Bem, aquele lance da biópsia foi confirmado: aquelas células não deveriam estar lá, mas não é nada grave. Só para variar o doutor me disse: "Você quer muito ter esse filho?". Respondi: "Quero". Ele respirou fundo e disse: "Vamos adiar para mais um ano? Não vamos sobrecarregar seu útero. Vamos tratar dessa inflamação que tem e ver se seu quadro se mantem ou se aumenta".

O que dizer? O que fazer? Eu tinha opção? Balancei afirmamente a cabeça e ele foi me passando os remédios. Os olhos enchiam de lágrimas, então me segurava e não chorava.



Meus pais ficaram meio tristes por mim, entretanto sempre me animando, botando para cima. Para meu marido é aquela coisa: ele se preocupa mais com o meu emocional do que com o problema em si. Então ele ficou triste de eu estar triste, e não muito da minha situação.

Sei que para Deus nada é impossível. Mas realmente não acredito que conseguirei. Me sinto tão incapaz no quesito procriação que nem tenho esperanças de ter filhos. Vejo as pessoas me dando palavras de consolo, que tudo vai dar certo, porém, no fundo, não acredito. Estou partindo mais para a possibilidade da adoção do que do filho biológico.

Considero isso a minha fortaleza. Que mesmo em meio a "piscina de mágoas", tenho minhas "ondas de alegria"; sei que meu coração é imenso e caberá muito bem um filho do coração; um só não... quem sabe 2? O que me impede momentaneamente é o Marcio. Eu tenho que trabalhar a mente dele, aliás, nós temos que nos trabalhar, porque não quero ir por conta da euforia e nem ser tão acomodado como ele. Temos que ter um meio termo.

Ele é uma pessoa muito sábia, por conta de sua observação. Mas em minha humilde opinião, creio que falta (aliás, ele tem melhorado) muito o tet-a-tet, a vivência com as pessoas no sentido de estar engajado, de estar na rua etc. ele afirma que não sabe se verá a criança como filho dele. Isso o tempo dá jeito, mas ele fica meio encafifado com essa ideia.

Um dia uma psicóloga me disse que eu não preciso de filhos para ser feliz. De fato, não preciso. Creio também que não precisa ser biológico para ser filho quando tiver. Minha situação não é irreversível. Eu posso ter filhos futuramente, mas se não tiver eu adotarei.

Bem, é isso pessoal. Vou tomar os remédios, o médico pediu 6 meses para retornar para ver se minhas células aumentaram e fazer um novo preventivo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

::: Quinta-Feira, O Retorno :::

Será que demora para quinta-feira?

Outubro. Ano de 2014

Olá queridos leitores! Agora as postagens estão sendo em tempo real da minha realidade. Sinto até saudades daquele excesso de postagens que fazia kkkkkkkkkk.

Minha mãe voltou! Vivaaaaa!
Agora me sinto melhor. Fomos à igreja juntas, comemoramos o níver da minha tia Sandra, dançamos muito, nos divertimos. Pronto, agora a minha realidade está um pouco mais normal :D (Minha mãe é a da esquerda ao fundo, blusa de alça rosa)


Mas uma coisa não para de martelar é quinta-feira que vem... meu retorno. Nossa, estou numa ansiedade só. Quero saber como estou, se terei que tratar de algo, ou se já iremos para o Plano B. Cheguei até de cogitar de ligar pedindo se os exames estão prontos para adiantar a consulta, mas convenhamos: será nessa quinta... hj é terça; adiantaria eu ligar? Bem óbvio que não!

Que quinta-feira demorada, meu Deus! Ainda tem amanhã, níver da sogra querida, para então vir a quinta-feira, às 17:10hs. Para variar, terei de aguentar o dia inteiro de trabalho para então ir à consulta. Só de escrever meu coração já bate mais forte e fico com a respiração ofegante.

Calma, Elaine. Tudo vai dar certo. Quanto tempo já esperei por isso? 2 anos? O que é 2 dias né? Peço as orações de vocês para que eu possa seguir com o Plano B.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

::: Minha Semana :::

Ter filho é como uma tatuagem na cara: você precisar ter realmente certeza de que é isso que você quer antes de se comprometer! (Comer, Rezar, Amar)

Outubro. Ano de 2014.

Assisti esse filme hoje e essa frase foi bem marcante para mim. Filho não é boneca que se quer e se deixa no canto, ou que só dê uma comida para o dia inteiro, como cachorro, uma amansadinha e pronto. Criança é um compromisso eterno. Nunca deixaremos de ser pais.




Essa semana foi meio difícil para mim. Dia de pagamento (ou seja, eu corro atrás de tudo), minha mãe ausente por causa das obras em Denise, não estou contente com atitudes de algumas pessoas... me sinto bastante deslocada, meio sem rumo e sem direção. Minha referência era minha mãe: estou sem nada para fazer? Vou na mãe. Agora tenho que ficar correndo atrás de amigos, de afazeres para preencher essa lacuna enquanto minha mãe estiver ocupada.

Às vezes me sinto sozinha. E penso se esse filho futuro preencherá esse vazio que muitas vezes sinto. Não quero tê-lo para me preencher exclusivamente, até porque uma hora o passarinho cresce e vai voar... e como ficará esse vazio? Não quero depender dele, mas creio que essa dedicação que terei me ajudará a superar certos incômodos.

Ter uma pessoa que precise de mim... que eu seja importante e fundamental para ele... nem acreditava que isso existisse até ver a relação mãe/filho. Espero, desejo e sonho que esse filho nos ame, nos respeite e que, mesmo na desavença, puxe o pai: porque o pai Marcionílio é um doce, não guarda rancor, supera com facilidade... porque se for igual a mãe... Jesus Cristinho... se prepare porque será uma fera kkkkkkkkkk. Terminando a ideia: mesmo na desavença, possamos resolver das melhores maneiras possíveis!

domingo, 28 de setembro de 2014

::: Palavra Amiga :::

"(...) quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mt, 25, 27).

Setembro. Ano de 2014.

Como minha consulta está ainda marcada para dia 09/10, vou aproveitar esse momento para agradecer, como já venho fazendo em outros posts, o apoio e carinho dos meus amigos do face.
 
 
Além do tratamento biológico, estou também buscando apoio espiritual. Quero que esse Plano B seja o plano mais perfeito o possível. Como sei que nossos padres são compromissados, e eu também, optei por manter contato com meu pároco Padre Overland por mensagem. Havia comentado com  ele sobre como saber o que Deus quer de mim, se Ele quer que eu tenha filhos. Ele me deu algumas palavras de fé, mas como estava em um evento, não poderia dar muita atenção a mim; as pessoas o procuravam, nos interrompiam, então não nos aprofundamos. No dia 24, dia seguinte, mandei uma mensagem de celular para ele. Como achei lindo o apoio dele, decidi escrever:
 
Elaine: "E também quero te agradecer por suas palavras a mim. Uma hora marcarei de a gente sentar e conversar. Sabe, padre, minha preocupação é com a vontade de Deus. Não quero forçar um filho por capricho meu. Quero que seja a vontade de Deus. E não consigo distinguir o que Deus quer de mim. Estou rezando muito, estou buscando e vamos ver no que dará. Muito obrigada por suas palavras e atenção. Sua benção. E rezo todas as segundas por o senhor e nossos vigários!".
 
Pe, Overland: "Minha santa, santo Inácio de Loyola tem uma frase que vem a se aplicar a você: 'Faça como se tudo dependesse de você, sabendo que o resultado depende de Deus'. Ora, dentre as coisas moralmente lícitas que você puder fazer para alcançar a gravidez, faça. E depois de fazer o que está ao seu alcance, diga: 'Agora é contigo, Senhor. Espero agora em tuas mãos'. Entendeu? Você fez a sua parte. Se for da vontade do Senhor e QUANDO for da vontade do Senhor, a graça chegará. Rezarei por você. Quero batizar essa criança. Rsss".
 
Nada é a por acaso. E para vocês, amigos (as) leitores (as) que também estão no Plano B, ofereço essa mensagem de fé e esperança. Que, acima de tudo, seja feita a vontade de Deus. Que nossa luta obtenha a melhor vitória: um filho! Mas não um filho qualquer... O FILHO. O filho que será a diferença aonde ele conviver, o filho do amor, das realizações, da felicidade e, acima de tudo, o filho temente a Deus. Deixo um grande abraço. Espero escrever logo.

::: Por que Plano B... de Bebê? :::

Só para rimar ou tem o plano A?

Setembro. Ano de 2014.
 
Meu marido: "Mas que nome chato. Não bastava ser só Plano B?".
Elaine: "Eu acho perfeito. Porque plano B pode ser qualquer plano. Mas esse é de Bebê. Até porque blog com o nome Plano B já tem!".
 
Na verdade, achei uma sorte ninguém ter tido essa ideia e meu blog poder ter a página planobdebebe. Gostei muito da ideia do nome, porque além de falar sobre o que é o nome, ainda rimou.
 
 
 
Mas existia o plano A, Elaine?
Sim, existia e consegui executar.
 
O nome do blog surgiu a partir de uma inspiração, graças a minha amiga Sandrar Regina. Lembra-se que contei sobre a primeira tentativa para fazer a redução que não deu em nada? Essa amiga muito estimada por mim (apesar de não conhece-la pessoalmente) escreveu em meu face: "Não fique triste Elaine. Não deu certo isso, vá para o plano B, tenha seu filhinho e seja feliz". Ela sabia que queria ter um filho.
 
Como foi dito, fomos ao Plano B e não deu certo. Logo, o Plano A era a redução. Fiz. O Plano B é o projeto bebê que está sendo realizado, mas que ainda não obtive sucesso.
 
Aproveito esse espaço para agradecer as mensagens de carinho e apoio que estou recebendo e as torcidas e orações de vocês. Só Deus saberá retribuir todo o bem que vocês me fazem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

::: O Exame :::

Do inferno ao purgatório!

Setembro. Ano de 2014.

Ligue na CEDIC e marquei a ultrassom para segunda-feira. Que bom! Resolveria todos esses exames na segunda. Decidi tirar o sábado para passear, espairecer. Deus me presenteou com uma cunhada de ouro! Amo minha família demais, mas a família de meu marido também é um show a parte.

Na segunda acordei cedo (6:15h). Fui a CEDIC da Barão e fiz o exame de urina e sangue. O resultado sairia na terça-feira (23), às 17:00h. Sai de lá direto a ClinMed para fazer o tal do exame colposcopia. Quem me atendeu foi a doutora Karin Rubio. Não sei se é argentina, chilena... sei que daqui tenho certeza que não é. Não faz o tipo de doutora que gosto, apesar de me tratar bem. Não há diálogo. Só pergunta, resposta e um silêncio mortal. Expliquei o porquê estava lá, fez perguntas rotineiras e fomos ao exame. Perguntei se iria retirar um pedaço de tecido para biópsia e ela disse que só por segurança, porque não era nada grave. Menos mal. E me disse que não está feio, só está um pouco inchado, porém nada de preocupante. Disse que estou bem.

Bem, sai do inferno e voltei ao purgatório, ou estaca zero como vocês queira nomear minha situação.

Às 13:00h do mesmo dia fui a CEDIC fazer a ultrassom. Expliquei meu caso a doutora e começamos o exame. E para minha "surpresa" estava lá meus ovários cheios de carocinhos. Falei para ela: "Ainda tem cistos né doutora?" e ela: "Sim, ainda tem". De todo fiquei triste? Não, porque em minhas experiências com exames, eles estavam bem maiores e preenchidos de caroços. Dessa vez era como se tivesse envolto de caroços e não preenchido. Falei a ela: "Diminuiu né?" e ela: "Sim" (ela viu meu exame anterior). O resultado sairia na quinta-feira (25).


A questão agora é: levar os resultados e aguardar o tratamento que o médico passará a mim. Meu retorno está marcado para o dia 09/10.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

::: A Consulta :::

Do purgatório ao inferno...

Setembro. Ano de 2014.

Sim, você entendeu bem. Não é do céu ao inferno. O que eu vivo é um momento de purificação, só pode...

Fui a consulta com o doutor Alcir. Nossa, que doutor maravilhoso. Já tem uma idade mais avançada, experiência... era o que eu procurava. Um porto seguro, uma confiança.
 
Expliquei as duas situações do post passado ao médico. Com muita tranquilidade me ouviu, respondeu as minhas dúvidas, fez algumas perguntas e fomos ao preventivo (cara, os homens nunca saberão como é constrangedor esses tipos de exames... nem da próstata chega aos pés desses).
 
Na maca, ele notou algo diferente. Me falou de uma possibilidade de infecção no útero (esses lances de corrimento que qualquer mulher está propensa a ter), mas notou algo diferente. Já no consultório perguntou se o dr. Matheus Medeiros comentou algo sobre o meu colo do útero. Disse que não. Então veio o primeiro susto que realmente levei: como posso explicar?
 
 
Meu colo não está assim, mas para vocês entenderem, essa figura está perfeita. O colo do útero tem um tipo de células X. E mais ao fundo, no canal, existem células Y. As Xs acabam e começam bruscamente as Ys. O que ocorreu é que as Ys estão nas Xs. Mais ou menos como está nessa foto (apesar de essa foto ser de um câncer).
 
Entretanto o babado era esse: ele pediu um exame para fazer biópsia desse tecido, pois a questão é: se esse tecido ficar muitos anos nesse mesmo lugar "poderia" (como ele mesmo frisou as aspas com o dedo) se tornar um câncer. Mas era para eu ficar tranquila, porque não era o meu caso, pois senão o doutor anterior teria me comentado algo do gênero. Então me pediu exames de sangue para ver se tenho anemia, de urina e uma ultrassom transvaginal para ver meus ovários.
 
Na altura do campeonato, você acha que estava pensando em ovário? Na minha cabeça eu já tinha o câncer em estado terminal (sabem que mulher já vê o futuro que nem existe né?). Fiquei um bagaço a sexta-feira inteira no meu serviço. Eu chorei, tenho que assumir. Cheguei na casa dos meus pais, meio sem paciência. Antes de dar outra patada, contei o caso a minha mãe e meu pai. Nessas horas o apoio da família é fundamental! Minha mãe, que possivelmente teve a SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) (possivelmente porque ela nem tomava anticonceptivo e não engravidava e tinhas as regras irregulares!) me disse: "Vixe, Elaine, você é igual a mim. Começou os problemas de útero. Minha filha, você é nova. Não será nada!" e meu pai, já aflito (só que ele mostra a preocupação dele sendo "rude"): "Minha filha, ranca esse trem fora, vai ficar tratando esse trem doente pra quê?". kkkkkkkkkkkkkk e minha mãe complementou: "Se for algo grave, adota uma criança!" e meu pai concordou. Mas peraí: meu pai concordou? Ele que é contra adoção? Para você ver como os pais abrem até mão de certas crenças pelo bem dos filhos.
 
Sai dali animada. Em casa contei ao Marcio que me tranquilizou muito. Fizemos um acordo: caso até os 30 anos eu não engravide, iremos adotar uma criança.
 
O que me restava agora era aguardar o dia do exame, que estava marcado para a próxima segunda-feira e ver o que a doutora falaria sobre minha situação.

::: Dias Atuais :::

O que tem de novo na minha vida?

Julho/ Setembro. Ano de 2014.

A partir de agora falarei sobre os dias atuais. É claro que poderá haver reflexões, mas nada além do normal. Todos já estão por dentro de como começou essa vontade de ter um bebê. Então, no máximo, os colocarei a par de alguns detalhes que passaram batidos.

Bem. Agora meu nível de emagrecimento reduziu... 2kg por mês, mais ou menos. Voltei a pensar na possibilidade da gravidez. Outra coisa que quero deixar bem claro: no primeiro post escrevi luta com aspas por quê? Porque não faço o tipo da pessoa paranoica, que quer forçar Deus para alcançar as minhas vontades acima de tudo. Sou bem consciente: se não conseguir engravidar, eu adotarei uma criança; não temos problemas nem preconceito com essa atitude. Porém se tenho possibilidades de ter uma criança, por que não tentar?

Meu esposo falou: "E quando você vai retornar o tratamento para engravidar?". "Só daqui a um ano e meio, Marcio. Não posso engravidar nesse período". "Mas até você engravidar, vai ter dado o tempo". Pensei com muito carinho. Afinal, o que ele disse de errado? Se em dois anos não consegui, provavelmente também ainda não estaria tão fácil engravidar. O bebê 2014 já era. Talvez 2015. Nem 2014/2015 acredito mais. E tem mais: queria saber a situação dos meus ovários chatos, pois afinal 32kgs a menos não são 6.

Um detalhe: depois da cirurgia, eu menstruei e nunca mais desceu. Imagina minha aflição/ alegria. Mas a vida já me martelou bem nesse aspecto e já não crio expectativas em torno de atrasos. Porém sabe lá né? Em Junho fiz o Beta HCG e... NEGATIVO! Nossa, eu e o Beta já somos amiguinhos íntimos... de tantos que já fiz. Bem, dessa vez não chorei, não frustei, afinal estou em processo de emagrecimento, como já disse. Mas essa situação não poderia continuar: 5 meses sem nada não é normal no organismo da mulher. Então decidi ir a um ginecologista com dois objetivos: regularizar minha "situação" e ver o que pode ser feito para eu engravidar.



Fui na mesma clínica do dr. Fernando Silva, primo do meu marido, e marquei uma consulta com o dr. Alcir Barion. Entretanto você deve estar perguntando: "E o dr. Matheus Medeiros?"... pois é! Só tinha consulta para ele 20 dias depois. Tenho que assumir: não sou fã de médico vip, muito requisitado. De fato, quando o médico é muito requisitado é um bom sinal, mas tenho horror a espera. Liguei no tal consultório (ClinMed) e pedi para a atendente marcar com a dr. Dilma. Teria apenas para a outra semana. Fui bem sincera com ela: "Moça, vou te explicar. Não precisa ser médico vip. Quero só me consultar!". E a atendente gentilmente me disse que o doutor Alcir teria tempo para a mesma semana (liguei numa segunda e marcaram para uma quinta). PERFEITO! Agora vou cuidar de mim, ver o que tem de errado e tentar não desanimar. Vamos que vamos!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

::: Poema Enjoadinho :::

Vinícios de Moraes

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!



::: Retrospectiva :::

Quando que vou parar de escrever?

Setembro. Ano de 2014.

Já está ficando chato né pessoal? Aquele monte de texto sendo compartilhado no facebook, um monte de textos por dia... mas para que tudo isso?

Quis fazer uma retrospectiva para que quem esteja acompanhando saiba como começou a minha saga em busca de um filho. Sempre tem alguém que fala: "Mas já não está na hora de ter um filho?"; agora eu falarei: "Olha, leia o meu blog e você saberá o que está acontecendo" kkkkkkkk.

A grosso modo, minha história é essa. Tenho que escrever ainda sobre Julho/ Setembro para atualizar para os dias atuais. Mas como disse no primeiro post do meu blog, quero usar desse espaço como um "mural" de mensagens também para meu futuro filho (a), para que ele saiba pelo o que eu passei para tê-lo (não jogar na cara as dificuldades, mas mostrar que ele foi esperado e querido dentro dos nossos corações desde já).


Sei que ter filho não é fácil, dá muitíssimo trabalho; mas como dizia Vinícios de Moraes: 
"Filhos... filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?"

::: Pós-Cirúrgico e Consequências :::

Felicidade é uma arma quente... (The Beatles)


Abril/ Junho. Ano de 2014.


Bom gente, deu para ver que meu foco mudou um pouco desde a cirurgia. E não é para menos: o ideal pós-cirúrgico é ficar 1,5 ano sem engravidar. Pesquisei a respeito e me animei muito com o que li de mulheres que fazem redução e engravidam depois. O bebê nasce menos propenso a obesidade, diabetes, a saúde da mamãe é ótima; porém tem que ter um bom acompanhamento médico pois como a alimentação é reduzida, tem que ter uma dieta balanceada para você e o bebê.

Esse ano foi bem movimentado. Tivemos Copa do Mundo no Brasil e a Arena Pantanal em Cuiabá sediando alguns jogos. E vocês acham que eu estaria de fora? Fui aos 4 jogos. Foi uma maravilha, em especial os jogos do Chile e da Colômbia.

Num desses jogos, tirei essa foto abaixo para mostrar como emagreci. 26 kg em 3 meses. Um verdadeiro milagre. Não me vejo emagrecendo de outra forma. Eu era muito relaxada e, com essa cirurgia, não tem como eu comer, pois não cabe. Não fiquei nem um pouco frustrada, porque me via refém da comida e de uma fome eterna e infinita. E essa cirurgia foi minha carta de alforria: sou livre para apreciar uma boa companhia, conversar a toa e ter uma comida como complemento e não como o fundamento de eu estar ali.


Quando acontece certas mudanças na minha rotina, acabo me desligando de certas coisas, como o Plano B. Mas ele sempre está ali, como um farolzinho me iluminando, me fazendo recordar que esse plano existe e se eu esperar em Deus pode acontecer.

::: 2014: Esperança Renovada? :::

Uma nova perspectiva...

Janeiro/ Março. Ano de 2014.

Pois bem. Comecei o ano com a pergunta de meu compadre Francisco Alves: "E aí, comadre, será que esse ano vem o bebê?". E eu: "Quem sabe né Chicão?". A esperança é igual a sogra: é a última que morre! (Deus que me perdoa, porque amo demais minha sogra. Porém perco a sogra, mas não perco a piada kkkkkkkkkk).

Estava feliz, no auge de minha obesidade mórbida grau III. Sentia cansaços, fadigas, aceleração no coração e tudo que um gordinho tem direito. Mas eu, Elaine, estava bem. Era amada por meu marido, estimada por minha família. É claro que sempre aparecia algum imbecil falando que estava gorda demais. O que acho interessante nessas pessoas são dois pontos: 1º -  será que eles acham que não tenho espelho em casa ou falsifico etiquetas de roupas? Eu sei que estou gorda, pombas! 2º - eu perguntei sua opinião?

Em fevereiro meu pai fez a amedrontável cirurgia bariátrica, que deixavam as pessoas anêmicas, em depressão, quando não matava, e doentes. Pois é... esquece tudo isso! Meu pai não sentiu dor, seguia a dieta a risca e não passou por nenhum problema. Vê-lo bem me motivou... é claro que no início eu abominava; afinal estou feliz comigo mesmo e se eu fizer estarei traindo a classe das gordinhas. Porém com o passar dos dias e os resultados aparecendo, decidi que iria entrar nessa.




Dia 21/03/2014. Estava eu no Hospital Jardim Cuiabá para a Redução do Estômago. Estava feliz e já preparava a minha mãe: "Mãe, não vai acontecer nada. Mas se eu morrer, não vai falar 'por que deixei ela fazer?'. Morrerei feliz porque morri querendo ser magra" kkkkkkk.



Entretanto deu tudo certo. Senti muita dor porque houve uma retirada de 300g de gordura visceral que deixou minha barriga dolorida. Mas estava feliz, por que os médicos não falavam sempre que eu tinha que emagrecer? Pois é... agora quero ver qual é a desculpa!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

::: No Fim do Túnel Tem Uma Luz! :::

Acordando aos poucos...

Julho/ Dezembro. Ano de 2013.
 
Deu para perceber que minha história passada tendia para o mal. E realmente foi para o mal. Em que sentido? Engordei mais de 20kg nesse período. Loucura? Creio que é mais cegueira do que loucura, ou demência.
 
Fiquei mal. Mal de fato. Tendo pensamentos suicidas e tudo que uma depressão tem direito. Não me fale de falta de Deus, porque só quem passa sabe o que a gente sente;  só não fiz algo pior justamente porque tinha Deus em meu coração e lucidez em minhas decisões.
 
Decidi que não deveria ficar assim. Decidi não, minha mãe e meu marido decidiram e me fizeram procurar uma psicóloga. Marquei pela UNIMED e depois de uns 2 meses fui atendida. Nossa, peguei uma psicóloga louca: "se você acha que vou jogar a culpa de sua frustação num trauma de infância, pode tirar o cavalo da chuva". No início da primeira sessão, decidi não voltar. Mas durante o caminho algo despertou em mim; um ânimo perdido, uma vontade de ser feliz no fundinho do meu âmago surgiu e naquele dia volto a academia que havia parado com o meu personal Maurílio, da Metha Fitness, no meu bairro.
 
 
 
Maurílio é um show a parte. Enquanto ia a psicóloga, depois do trabalho ele me tratava. Era meu psicólogo que estava embutido no valor da academia. Nossa, ele me fez enxergar muitas coisas com outros olhos. Me passou novas perspectivas. Elucidou muitas dúvidas.
 
Dentro desse período emagreci 6kg (já vi essa cena antes?), mas estava feliz. Me aceitava gorda como era, me sentia bonita, descobri que para ser feliz basta estar com Deus e felizes com nós próprios. Descobri que aquilo que mais abominava, o julgamento pela aparência, era o que eu fazia comigo mesmo. A partir dessa descoberta parece que ficou tudo tão claro, tão sóbrio e decidi que o que viria em minha vida seria consequência.
 
E que consequência veio? Felicidade. E o Plano B? Nada. Mas tudo bem. Quando Deus quiser, virá. Verdade, mas no fundo ainda sentia essa pequenina frustação de não ter um filhinho, de ver como as mães amam seus filhos, cuidam, passeiam e eu não. Meu tratamento estagnou. Fiquei na academia durante todo o resto de ano.
 
Quem sabe seja 2014, né? Mais uma vez, o 2013/ 2014 foi alterado.

::: Feliz Ano Novo... e o Bebê? :::

2012/2013 já era... agora é 2013!

Fevereiro/ Junho. Ano de 2013.

Perdi um ano nesse lenga-lenga de furar tratamento. Ou eu tomava vergonha na cara ou eu desistia da ideia. Aliás, muitas vezes me passou essa ideia na cabeça, pois não faço o perfil de ficar nadando contra a maré. Vejo sempre de outras formas para não ficar totalmente decepcionada (Deus ainda não quer!) (afff! Quando o Senhor quererá Pai?).

Em Janeiro, tentei fazer uma cirurgia de redução e como não tinha o peso ideal para tal, a UNIMED não autorizou. Cai numa depressão ferrenha: sem redução e sem filho... o que eu era? Qual é o meu propósito? Decidi partir para o Plano B novamente.



Já vi que precisava ser ludibriada com algo mais rápido. Não que o tratamento teria que ser rápido, mas precisava de um médico que falasse: "Você vai conseguir rápido!" mesmo que demore. E os 6 meses que tentei fazer... pois é, né? Já sabe!

Me indicaram a Clínica Intro e marquei uma consulta com o doutor que tinha maior disponibilidade na época. Dr. Matheus Medeiros. Nossa, que doutor! Ele é a essência do doutor! Tudo que um ginecologista deveria ser estava nele! Gentil, atencioso, simpático e para variar especialista em Síndrome do Ovário Policístico. Fez uma bateria de perguntas a mim, sobre minha vida, minha família. Fez o Preventivo e me passou uma lista de exames, desde Urina até hormônios. Um dos exames saia num prazo de 40 dias. Imagina tudo isso de espera! Só que como nada é perfeito, esse médico era um pouco exigente, pois exigia um exame pelo Carlos Chagas particular, sendo que pela CEDIC estaria conveniado na UNIMED. Você acha que pagaria R$300,00? Nunca! Fiz pela CEDIC.

Depois de pronto os exames, levei os resultados e ele começou falando: "Olha, de fato você está com a Síndrome (novidade né?) e o primeiro tratamento é você eliminar 10% de sua massa corporal". Puta que pariu... eu realmente não consigo fugir dessa realidade. Na época equivaleria a 6kg, não tão mal, né? Mas era o mesmo de sempre: EMAGRECER. Mas ele me animou que passaria uns hormônios etc e tal e pediu mais exames. Puta merda, mais exames? Já fiz um monte para a cirurgia que deu em nada, fiz mais exames para entregar a ele, e agora mais essa? Tenho que assumir: SOU ORGULHOSA DEMAIS! ME DESANIMO MUITO FÁCIL. Em suma: entrei na academia, não emagreci o que desejava, as regras da mesma maneira (graças aos exercícios e a garrafada) e nada de gravidez... e enquanto isso amigos e mais amigos tinham filhos e eu babando em cima deles. Mais 6 meses e agora o Plano B se estendia de 2013/2014. Ou nem estendia né? Fiquei num estado tão deprimido que deixei a vida, ou melhor, a comida me levar e só engordava...